Saúde

Investigador que identificou variante brasileira alerta para risco de novas mutações

Só se as infeções forem controladas é que isso não acontecerá, avisa.
O risco é real.

Se não for feito um esforço à escala global para travar as novas infeções pelo novo coronavírus, vamos continuar a assistir ao aparecimento de novas mutações do vírus, potencialmente mais perigosas, mais transmissíveis e mais letais. O alerta foi feito este sábado, 23 de janeiro, por Felipe Naveca, o investigador que identificou a nova variante brasileira do vírus.

“Quando deixamos o vírus circular livremente com muitos casos a acontecer, deixamos o vírus evoluir mais e há mais probabilidades de o vírus continuar a evoluir”, disse o à “Lusa” o microbiologista da Fundação Oswaldo Cruz na Amazónia, Brasil.

Na última quinta-feira, 21 de janeiro, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) divulgou uma investigação que reafirma a necessidade de controlar a disseminação salientando que “os vírus mudam, constantemente, por mutação e as variações no vírus SARS-CoV-2, devido a processos de evolução e adaptação, têm sido observadas em todo o mundo”.

“Embora a maioria das mutações emergentes não tenham um impacto significativo na disseminação do vírus, algumas mutações ou combinações de mutações podem fornecer ao vírus uma vantagem seletiva, como maior transmissibilidade ou capacidade de evadir a resposta imune do hospedeiro”, acrescentou o órgão europeu que indicou a variante brasileira entre as estirpes que causam preocupação.

Falando sobre fecho das ligações aéreas do Reino Unido com Portugal devido à nova estirpe do coronavírus no Brasil, Felipe Naveca considerou que “estas medidas podem ter algum impacto, mas não são 100% efetivas”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 2,1 milhões de mortos em todo o mundo, e já foram registados 98,1 milhões de casos de infeção.

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