Saúde

Covid-19: já nasceu o bebé de grávida não vacinada ligada à ECMO no Hospital São João

Chama-se Santiago e está bem. A mãe “está estável” mas continua com Covid-19 e permanece nos cuidados intensivos.
Bebé está estável.

O bebé da grávida com Covid-19 e não vacinada que está ligada à ECMO (dispositivo de circulação extracorporal) no Hospital de São João do Porto nasceu ontem, 12 de janeiro, confirmou ao “Observador” fonte hospitalar. A equipa médica do hospital revelou que o rapaz, chamado Santiago, nasceu com 2.420 gramas e encontra-se bem de saúde. 

“Foi uma cesariana programada, com todas as condições para receber o bebé cumprindo todas as medidas de segurança. Felizmente, o Santiago nasceu bem, a chorar, com bom peso para a idade gestacional (2.420 kg) — 34 semanas. Foi transferido para a Neonatologia e encontra-se muito bem, a respirar sozinho”, revelaram os responsáveis do hospital.

Roberto Roncon, diretor de medicina Intensivista do Hospital de São João, revelou ainda que a mãe do Santiago “continua com Covid-19 grave, com suporte respiratório extracorporal com ECMO”, apesar de se encontrar acordada, “colaborante, bem-disposta, ainda tem uma insuficiência respiratória que faz com que precise do ambiente de cuidados Iintensivos” e ainda não pode ter o bebé consigo.

O caso aconteceu no início do ano, a 7 de janeiro, quando uma grávida de 33 semanas, com Covid-19 e não vacinada, foi internada no Hospital São João do Porto. A mulher de 35 anos esteve ligada à ECMO, um dispositivo de circulação extracorporal essencial ao tratamento de doentes críticos, desde essa sexta-feira.

Durante a madrugada de sábado, a equipa da unidade ECMO do São João foi chamada ao hospital de Penafiel, onde a grávida tinha dado entrada na véspera com insuficiência respiratória que se viria a agravar. A doente manteve-se acordada e a colaborar enquanto está ligada à máquina.

“A doente foi-nos referenciada porque os níveis de oxigenação estavam em agravamento, apesar do suporte que estava a receber, sendo que apesar de tudo ainda não havia sinais de sofrimento fetal. A doente neste momento está confortável, colaborante, a acompanhar os exames que estão a ser feitos ao bebé. O seu prognóstico é reservado porque estamos a falar de uma doença grave, mas temos razões para ter esperança de que as coisas possam correr bem”, explicou Roberto Roncon, coordenador de Medicina Intensiva do Hospital de São João.

Desde o início da pandemia, prosseguiu a fonte, o Hospital São João contabilizou “três grávidas com Covid-19 em ECMO”, assinalando que as duas primeiras “foram salvas e que apenas um dos bebés não sobreviveu”. A fonte acrescentou que o maior hospital da zona Norte teve também, neste período, “cinco grávidas não Covid-19 ligadas à ECMO”.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT