Saúde

Já são 143 os casos de varíola dos macacos em Portugal

A maioria dos casos foram identificados em Lisboa e Vale do Tejo, mas também existem registos nas regiões Norte e Algarve.
Fotografia: João Reguengos no Unsplash.

Foram detetados mais cinco casos de varíola dos macacos em Portugal nas últimas 24 horas. Com a atualização da Direção-Geral da Saúde (DGS), realizada esta sexta-feira, 3 de junho, o número de infeções com a doença provocada pelo vírus Monkeypox subiu para 143. Os pacientes, que estão a ser acompanhados pelas autoridades responsáveis, encontram-se estabilizados.

Até ao momento, todos os diagnósticos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) pertencem a homens entre os 19 e os 61 anos. A maioria deles tem menos de 40 anos.

Lisboa e Vale do Tejo ainda é a região com maior número de infeções, mas estas também se verificam no Norte e Algarve.

“Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”, insiste a DGS.

Na terça-feira, 31 de maio, a entidade definiu as regras de abordagem clínica e epidemiológica para casos de infeção. Envolvem abstinência sexual e evitamento de contacto próximo com animais domésticos.

Varíola dos macacos no mundo

Na quarta-feira, 1 de junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que já foram confirmados mais de 550 casos por varíola dos macacos em 30 países onde a doença não é considerada endémica.

Além de Portugal, Reino Unido, Espanha, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suíça, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Israel, República Checa, Áustria, Eslovénia, Argentina, Irlanda, México, Malta e Emirados Árabes Unidos foram afetados pela vaga de infeções.

Na terça-feira, 31 de maio, a OMS confirmou, igualmente, que os Camarões, a República Centro-Africana, a República Democrática do Congo, a Libéria, a Nigéria, a República do Congo e a Serra Leoa — países onde a varíola dos macacos circula habitualmente há cinco décadas —, detetaram 1.400 casos de infeção humana pelo vírus Monkeypox entre o início de 2022 e meados de maio.

Leia sobre a descoberta, feita em Portugal, que pode ser fundamental para perceber a origem do surto e as causas da rápida disseminação da doença. O artigo sobre as potenciais vacinas que a farmacêutica Moderna está a testar em estudos pré-clínicos também lhe pode interessar.

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