Saúde

Jejum intermitente é eficaz para perder massa gorda e aumentar rendimento físico

Um novo estudo, conduzido por investigadores portugueses, traz boas notícias para os adeptos desta prática.
Parece haver benefícios.

Antes demais: esta é uma prática que deve ser sempre seguida por aconselhamento nutricional ou médico especializado, já que pode não ser adequada para todos. Mas, depois de anos de dúvidas, parece haver cada vez mais indicadores no sentido de o jejum intermitente ter benefícios reais e cumprir objetivos.

O jejum intermitente consiste em intercalar períodos de jejum com períodos de alimentação. Na prática, o objetivo é fazer com que o corpo utilize a gordura que tem acumulada e que, consequentemente, haja uma perda de massa gorda. Este método tem sido associado a inúmeros benefícios, como a perda de peso, a diminuição da inflamação e até mesmo a reposição dos níveis saudáveis de açúcar no sangue.

A NiT já tinha consultado vários nutricionistas que defendiam que o jejum intermitente poderia ter efeitos benéficos no corpo, cérebro, reparação celular e expressão genética. E agora, um novo estudo conduzido por investigadores portugueses volta a comprovar que esta prática ajuda a perder gordura, mantendo a massa muscular — se for acompanhado de hidratação e exercício físico.

“Só não há perda de massa isenta de gordura se a pessoa tiver o cuidado de acompanhar o jejum intermitente com a prática de exercício físico. Se a isso juntarmos um aporte calórico-proteico adequado, existe evidência preliminar de que além de travar a perda de massa isenta de gordura conseguem-se aumentar os seus valores”, explicou à agência Lusa Gonçalo Vilhena de Mendonça, investigador do Laboratório de Função Neuromuscular da Faculdade de Motricidade Humana.

Segundo a Lusa, citada pelo “JN“, os investigadores nacionais acreditam que a estratégia usada no jejum intermitente, desde que garantindo um estado de hidratação ajustado, “resulta em benefícios do ponto de vista da resistência cardiorrespiratória que são materializados num aumento da potência aeróbia máxima, o que pode ser vantajoso para pessoas que pretendem melhorar o seu rendimento em modalidades como corrida ou ciclismo”.

Verifica-se também uma perda de massa gorda, associada à redução da massa corporal, sendo que estes efeitos benéficos ao nível da composição corporal “podem ser potenciados ainda mais quando o exercício físico é praticado em paralelo com o jejum intermitente”. O acompanhamento é mesmo importante, já que existem algumas contraindicações que deverão ser identificadas, tal como a intolerância individual, hipoglicemia persistente, diabetes do tipo I, insuficiência renal e outras, adianta ainda a investigação.

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