Saúde

Juntos há mais de 70 anos, reencontraram-se no hospital antes de morrer com Covid-19

Estavam em locais diferentes e conseguiram reencontrar-se antes de morrer, com três dias de diferença.
História comoveu a Internet

As histórias emocionantes ligadas à Covid-19 têm surgido cada vez mais nos últimos dias. Uma das mais recentes é a de um casal de idosos que conseguiu reunir-se no hospital antes de morrer. A fotografia desse momento está comover a Internet.

Margareth e Derek Firth conheceram-se com 14 anos, estavam casados há mais de 70 e morreram no final de janeiro, aos 91 anos, com Covid-19. Esta história emocionante aconteceu em Manchester, Inglaterra, e foi relatada pela filha do casal, autora da fotografia que tem circulado.

A primeira a ser internada foi Margareth, no Wythenshawe Hospital, acabando por ser transferida para o Trafford General Hospital. Na altura em que, mais tarde, Derek deu entrada no Wythenshawe Hospital, a mulher já lá não estava.

“Recebi uma chamada a dizer que não estavam felizes com ela, que pensavam que poderia ir, se alguém gostaria de visitá-la. E, claro, o meu pai aproveitou a oportunidade para ir vê-la ao hospital”, contou a filha, Barbara Smith, ao “Manchester Evening News”, acrescentando: “Eu acho que provavelmente foi onde ele o contraiu mas, para ser honesta, ele provavelmente não teria feito de outra forma. Não havia maneira de ele não ter ido vê-la”.

Ambos foram ingressados no hospital com outras doenças, mas acabaram por morrer com Covid-19. Não sem conseguirem estar juntos mais uma vez, nesse reencontro marcante.

Com receio de que Margareth não conseguisse sobreviver, os médicos transferiram o marido para junto da idosa, em Trafford, o que até surtiu algum efeito imediato, dando-lhe um pouco de energia. “Onde é que estiveste?”, terá perguntado a Derek quando se viram lado a lado.

“Foi um grande momento, mas foi muito bonito que eles pudessem estar juntos”, recordou a filha.

Derek acabou por morrer a 31 de janeiro, seguido da mulher, três dias depois. A filha salientou ainda o trabalho do pessoal médico, que terá permitido ainda a visita de outros familiares antes do casal morrer.

Recordados como pessoas alegres, que gostavam de socializar, ir de férias, jogar bingo e dominó, o casal teve cinco filhos, 11 netos e quatro bisnetos.

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