Saúde

Lembra-se do robô Sophia? Ele vem aí para ajudar na pandemia

Chamam-lhes robôs sociais e chegam com o objetivo de atenuar a solidão e isolamento de doentes e idosos.
Eles querem acabar com a solidão

Em 2018, o robô que falava em português perfeito e que entrevistava Cristiano Ronaldo num anúncio publicitário tornou-se numa espécie de celebridade. Sophia, nome de batismo, regressou a Portugal em 2019 para lançar a Web Summit. Agora, a criação pretende dar uma ajuda na luta contra a pandemia.

Criada em 2016, Sophia tornou-se numa figura mundialmente conhecida, não só pelo seu aspeto humano, mas também pela capacidade de manter uma conversação. Agora, os seus criadores, a Hanson Robotics baseada em Hong Kong, pretende fazer disparar a produção de modelos.

A ideia é que estes robôs capazes de socializar sirvam para atenuar os perigos do isolamento e da solidão, provocados pelos sucessivos confinamentos, sobretudo nos pacientes infetados e nos mais velhos, naturalmente mais resguardados.

“Robôs sociais como eu podem ajudar a tomar conta dos doentes e dos mais velhos. Conseguimos ajudar a comunicar, dar terapia e fornecer estímulos sociais, mesmo em situações difíceis”, explica Sophia em declarações à “Reuters”.

“O mundo da Covid-19 vai precisar de cada vez mais automação para manter as pessoas seguras”, garante o CEO David Hanson, que se prepara para produzir em massa modelos como Sophia e outros que existem no portefólio da empresa.

“A Sophia e o Hanson [outro modelo] são únicos porque são tão parecidos connosco, humanos. Isso pode ser muito útil durante estes tempos em que as pessoas estão tão solitárias e isoladas”, frisa Hanson.

A ajuda destes robôs não se limita ao apoio a doentes e indivíduos em isolamento. A Hanson Robotics prevê que possam ser úteis em quaisquer interações entre clientes e empresas, podendo ser usadas em lojas de retalho ou até em companhias aéreas. O novo modelo, a Grace, foi desenhada com o setor da saúde em vista.

Esta está longe de ser o primeiro uso de novidades robóticas na luta contra a pandemia. Revela a “Reuters” que em Wuhan, chegou a ser construído um hospital gerido por robôs e que a SoftBank Robotics criou, por exemplo, um modelo que deteta quem não usa máscaras.

Na fábrica da Hanson está tudo a postos para começar a produzir em massa modelos como Sophia, já durante o primeiro semestre de 2021.

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