Saúde

Leonor tem 23 meses e precisa de um dador de medula. A família pede ajuda

A doença regressou de forma mais agressiva. Os pais estão a apelar à inscrição de potenciais dadores entre os 18 e os 35 anos.

Leonor ainda nem completou dois anos, mas já passou grande parte da vida entre tratamentos. Nas últimas semanas, a situação tornou-se mais difícil: o cancro voltou e a menina precisa agora de encontrar um dador de medula compatível.

A família está a tentar fazer chegar o apelo ao maior número possível de pessoas em todo o País. O objetivo é aumentar o número de potenciais dadores inscritos e, assim, as hipóteses de encontrar alguém compatível com Leonor.

A menina, que vive em Lisboa e completa dois anos em outubro, estava a responder aos tratamentos. Porém, nas últimas semanas, a doença regressou de forma agressiva, numa altura em que o organismo está fragilizado pelos vários ciclos de quimioterapia.

“O cancro voltou, mais forte e resistente, num corpo que está mais debilitado por toda a quimioterapia que tem levado”, explicam Leonor e Tiago, os pais da criança, citados pelo “Jornal de Notícias”.

Perante a evolução da doença, a equipa médica do Instituto Português de Oncologia está agora a adaptar o tratamento à resposta da menina. Segundo os pais, deixou de existir um protocolo previamente definido para as próximas etapas.

“Daqui para a frente, já não vamos seguir nenhum protocolo, pois segundo os médicos, agora é o protocolo da Leonor. Vamos vendo a resposta, dia a dia, e percebendo o que se vai fazer a seguir”, contam.

Ao mesmo tempo, Leonor continua a realizar exames à medula para que os médicos possam acompanhar a evolução da doença.

Enquanto prosseguem os tratamentos, familiares, amigos e várias pessoas que entretanto conheceram a história estão a divulgar um pedido dirigido sobretudo aos jovens portugueses: inscreverem-se como potenciais dadores de medula óssea.

A família procura pessoas entre os 18 e os 35 anos que cumpram os requisitos necessários. O processo começa com a inscrição através do Instituto Português do Sangue e da Transplantação e com uma pequena colheita de sangue, que permite determinar as características do potencial dador e integrá-lo no registo.

“A inscrição não significa que vão ser chamados para doar. Só serão contactados se existir compatibilidade com alguém que esteja a aguardar um transplante”, explicam os pais.

 
 
 
 
 
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Isso significa que o apelo pode acabar por ajudar não apenas Leonor. Cada novo potencial dador passa a integrar um registo que pode permitir encontrar uma correspondência com outros doentes que necessitem de um transplante de medula.

Para a família, neste momento, o essencial é aumentar esse universo de possíveis dadores enquanto Leonor continua os tratamentos e os médicos acompanham a resposta da doença.

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