Saúde

Coronavírus: Linha Saúde 24 já recebeu três chamadas de pessoas vindas da China

Utentes ligaram com preocupações relativamente aos sintomas da doença. A pneumonia viral já causou a morte de 26 pessoas.
A situação está a tornar-se assustadora.

O coronavírus tem sido uma das palavras mais procuradas na última semana. Os últimos dados divulgados pelas autoridades chinesas revelaram que a pneumonia viral já causou a morte de 26 pessoas e infetou mais de 800, o que está a criar preocupação a nível mundial. Embora vários aeroportos tenham mecanismos de controlo especiais neste momento, em Lisboa isso parece não estar a acontecer.

De acordo com site “TVI24”, os turistas chineses que chegaram a Lisboa esta quinta-feira, 23 de janeiro, não foram alvo de rastreio. Os visitantes disseram que em nenhuma das fases do controlo alfandegário houve um inquérito ou uma análise relativamente ao seu estado de saúde — algo que foi feito quando deixaram os aeroportos chineses.

Lá “mediram-nos a febre para despistar algum tipo de febre, caso contrário não nos tinham deixado viajar”, contou um dos turistas.

Segundo a mesma publicação, a ANA Aeroportos refere que o controlo é da responsabilidade da Direção-Geral da Saúde (DGS). Este organismo afirma estar a seguir o protocolo da OMS, que recomenda que o rastreio seja feito, para já, apenas nos aeroportos chineses.

Esta sexta-feira, dia 24, a “TVI24” avançou, também, que a Direção-Geral da Saúde confirmou que a Linha Saúde 24 já recebeu três chamadas de utentes oriundos da China com sintomas suspeitos que apontam para a presença do coronavírus.

“Já tivemos três chamadas, três casos possíveis, um deles esta noite, de pessoas que tinham preocupação perante sintomas e vinda da China”, diz, citada pelo mesmo site,  a diretora-geral da saúde, Graça Freitas.

“Esses casos não foram validados, não passaram pelo crivo médico”, acrescenta a responsável, que assume ter de intensificar as medidas caso o risco aumente.

Como a NiT noticiou na quinta-feira, em Portugal já foram ativados os dispositivos de saúde pública de prevenção. Foi reforçado no Serviço Nacional de Saúde a linha Saúde 24, através do número 800 242 424, e a linha de apoio médico, para triagem e evitar que, em caso de eventual contágio, as pessoas não encham os centros de saúde e as urgências dos hospitais.

O que se sabe sobre o vírus mortal?

Sabe-se que o vírus é da família da Síndrome Respiratória Aguda Grave que, entre 2002 e 2003, fez 648 vítimas mortais na China. O caso detetado na Tailândia é de uma mulher chinesa que viajou para esse país.

Os sintomas da infeção com este vírus são semelhantes aos de uma constipação, podendo ser acompanhados de febre, tosse, fadiga e falta de ar. 

Alguns especialistas dizem que o novo vírus pode não ser tão mortal quando comparado com o SARS, mas ainda pouco se sabe sobre ele, incluindo sua origem e a facilidade com que pode ser transmitido entre humanos.

Para impedir a propagação desta pneumonia viral, a Organização Mundial da Saúde recomenda que se lave as mãos frequentemente, tape a boca e o nariz ao tossir e espirrar e evite o contacto direto com animais de quintas ou selvagens. 

As autoridades de saúde de Hong Kong também aconselharam os residentes que viajam para fora da cidade a não tocar em animais vivos, a não comer animais silvestres e a evitar mercados que vendem carne fresca e aves vivas.

No Portal das Comunidades Portuguesas também há uma nota em relação ao vírus. “Até ao momento, a OMS não fez nenhuma recomendação específica em matéria de saúde aos viajantes. Assim, aos viajantes que se desloquem à China, e em particular a Wuhan, aconselha-se que se informem sobre a evolução da situação e estejam atentos aos comunicados publicados no portal da OMS”, pode ler-se.

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