Saúde

As pêras portuguesas são as terceiras mais contaminadas com pesticidas na Europa

O estudo analisou mais de 44 mil amostras de variedades comuns de fruta cultivada na Europa. Os valores duplicaram face a 2011.

Uma grande parte das frutas produzidas na Europa apresentam resíduos de pesticidas, revela um relatório da Pesticides Action Network Europe. O documento publicado esta terça-feira, 27 de setembro, refere os valores encontrados em variedades típicas do outono, as peras, as uvas de mesa, as maçãs e as framboesas. Todas apresentaram uma elevada percentagem destas substâncias, entre os 49 e os 25 por cento, respetivamente.

No que diz respeito às frutas cultivadas em Portugal, as pêras ocupam um dos primeiros lugares entre as frutas contaminadas. Com uma percentagem de 68 por cento de resíduos químicos, ficam apenas atrás da produção belga (71 por cento) e da neerlandesa (70 por cento). A situação não melhora no caso das maçãs, das quais que metade, ou seja, 50 por cento, estavam contaminadas.

A organização analisou mais de 44 mil amostras de frutas, que foram testadas entre 2011 e 2020. A conclusão mostra que a situação tem vindo a agravar-se, sendo que a contaminação duplicou na maioria das frutas de outono em quase toda a Europa.

Os pesticidas referidos na pesquisa representam um grande perigo para a saúde pública, mesmo quando as doses encontradas são baixas. Estas substâncias contribuem para problemas como, por exemplo, o aumento do risco de cancro, problemas cardíacos, deformidades nos fetos, entre outras.

A Pesticide Action Network (PAN) nasceu em 1982 com o objetivo de substituir o uso de pesticidas perigosos por alternativas ecologicamente corretas e socialmente justas. A PAN Europa, criada em 1987, engloba 38 organizações de consumidores, de saúde pública e ambientais, entre outras.

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