Saúde

Madeira regista primeiro caso de varíola dos macacos

O doente é um homem que viajou até à região de Lisboa e Vale do Tejo. Até agora, há 391 infetados em Portugal.
Dimitry B no Unsplash.

A doença provocada pelo vírus Monkeypox já chegou às ilhas. Na terça-feira, 28 de junho, a Secretaria da Saúde e Proteção Civil, citada pela “Lusa”, confirmou o primeiro caso de varíola dos macacos na Madeira. O doente é um homem que viajou até à região de Lisboa e Vale do Tejo, na qual se registam a maior parte dos casos. Também os há no Norte, Centro, Alentejo e Algarve.

Na nota divulgada, a entidade adianta ainda que o paciente está a ser acompanhado pelo Serviço Regional de Saúde e que foram “tomadas todas as medidas indicadas para o controlo da infeção”. Acrescenta, igualmente, que a respetiva investigação epidemiológica está em curso e que, até ao momento, não existem outros casos suspeitos na região.

A varíola dos macacos em Portugal

Esta quarta-feira, dia 29, a Direção-Geral da Saúde (DGS) comunicou o registo de mais 18 contágios nas últimas 24 horas. Ao todo, já são 391 os notificados no País.

“Todas as infeções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, adiantou a entidade em comunicado. Os casos identificados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

Como conter a infeção

“Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”, recomenda a DGS.

É igualmente importante “abster-se de contacto físico direto com outras pessoas e de partilhar vestuário, toalhas, lençóis e objetos pessoais enquanto estiverem presentes as lesões cutâneas, em qualquer estádio, ou outros sintomas”.

Em maio, a entidade de saúde nacional definiu as regras de abordagem clínica e epidemiológica para casos de infeção. Envolvem abstinência sexual e evitamento de contacto próximo com animais domésticos. Já em julho, alertou que o preservativo não protege contra o vírus.

Leia ainda sobre a descoberta, feita em Portugal, que pode ser fundamental para perceber a origem do surto e as causas da rápida disseminação da doença. O artigo sobre as potenciais vacinas que a farmacêutica Moderna está a testar em estudos pré-clínicos também lhe pode interessar.

Saiba acerca das 110 mil doses de vacinas compradas pela União Europeia para conter o surto de varíola dos macacos. Os imunizantes já estão a ser distribuídos em Espanha e, entre julho e agosto, devem chegar ao País.

Do mesmo modo, pode descobrir sobre as sequenciações genéticas que começaram a ser realizadas em 2018 e indicam que o vírus da varíola dos macacos sofreu mutações dez vezes acima do que seria habitual nos últimos quatro anos. Em África, sete países registaram 1.400 infeções desde o início de 2022.

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