Saúde

Maioria dos adultos com mais de 50 anos subestima o risco de desenvolver herpes zoster

O inquérito de perceção realizado em 12 países revela "lacunas significativas" no conhecimento sobre esta doença.
É causada pelo mesmo vírus da varicela.

86 por cento dos adultos subestimam o risco de desenvolver herpes zoster, uma doença causada pela reativação do mesmo vírus da varicela e vulgarmente conhecida por zona. O inquérito da GSK envolveu 3500 adulto,  com mais de 50 anos, em 12 países, e teve como objetivo avaliar a compreensão dos inquiridos relativamente a este tema.

Um quarto (26 por cento) dos inquiridos estima que uma em cada 100 pessoas corre o risco de desenvolver herpes zoster e quase um quinto (17 por cento) pensa que pode afetar uma em cada mil pessoas. Estes dados revelam “algumas lacunas significativas na compreensão do risco da doença entre as pessoas com mais de 50 anos, um grupo que já se encontra em risco de desenvolver este vírus”.

Além disso, quase metade dos adultos acredita que é pouco provável vir a desenvolver a infeção por herpes zoster. “Esta infeção é provocada por um vírus que está já presente no organismo da maioria dos adultos, podendo afetar uma em cada três pessoas ao longo da vida”, indica a GSK, que divulgou os resultados deste inquérito de perceção no âmbito da Semana de Sensibilização para a Zona, assinalada este ano de 26 de fevereiro a 3 de março e dinamizada em colaboração com a Federação Internacional sobre o Envelhecimento.

À medida que o sistema imunitário fica mais fraco, a probabilidade da reativação do vírus que estava “adormecido” no organismo aumenta, colocando em maior risco as pessoas com mais de 50 anos. “Após a erupção cutânea característica do herpes zoster, existem casos em que pode surgir uma complicação associada ao Herpes Zoster, a nevralgia pós-herpética, que consiste numa dor nervosa de longa duração que pode durar semanas ou meses e, ocasionalmente, persistir durante vários anos. Esta é a complicação mais comum do herpes zoster, ocorrendo em 5% a 30% de todos os casos”, afirma a GSK.

Os dados do inquérito mostram ainda que as pessoas com mais de 50 anos recorrem habitualmente a meios menos tradicionais para aceder a informações sobre saúde, com 90 por cento dos inquiridos a admitirem que utilizam o Google como fonte.  

“Não há dúvida de que estes resultados mostram a clara necessidade da educação e sensibilização da população para os riscos e o impacto deste vírus. Esta é uma doença que não pode ser subestimada, principalmente em pessoas acima dos 50 anos”, afirma Neuza Teixeira, diretora médica da GSK.

A doença normalmente apresenta-se como uma erupção cutânea, com bolhas dolorosas no peito, abdómen ou no rosto e é frequentemente descrita como uma sensação de dor, ardor, picada ou choque. Um em cada 10 dos adultos inquiridos desconhece os sintomas mais comuns e 28 por cento acreditam que o herpes zoster é “essencialmente inofensivo”.

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