Saúde

Marcelo diz que a terceira vaga da pandemia deverá chegar a Portugal em janeiro

Presidente da República teve aval do Parlamento para renovar as medidas do Estado de Emergência.
Poderá haver uma terceira vaga em janeiro

Foi decretado esta sexta-feira, 20 de novembro, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o novo Estado de Emergência. Esta renovação foi aprovada pela Assembleia da República e vai vigorar até 8 de dezembro.

Numa declaração realizada ao País neste mesmo dia, o Presidente admitiu ainda a possibilidade de haver uma terceira vaga de Covid-19 já em janeiro.

“É provável que uma terceira vaga possa ocorrer entre janeiro e fevereiro e será tanto maior quanto maior o número de casos um mês antes. Importa tentar conter fortemente em dezembro o processo pandémico, mesmo que ele dias antes aparentasse ter passado o pico da chamada segunda vaga”.

Isto quer dizer que Marcelo Rebelo de Sousa garante que não põe de lado a possibilidade de renovar novamente o Estado de Emergência para o período entre 9 e 23 de dezembro ou mesmo apanhar os dias de Natal, caso a situação não apresente melhorias.

“Que ninguém se iluda. Não hesitarei um segundo para que o governo disponha de bases suficientes para aprovar o que tem de ser aprovado”, sublinhou.

Em relação à situação potencialmente crítica nos hospitais, tanto para doentes Covid-19 como para os outros, o Presidente da República defendeu que a rutura deve ser evitada a todo o custo: “Há doentes não Covid-19 que têm o mesmo direito à saúde e à vida que os doentes Covid”.

Marcelo Rebelo de Sousa terminou a comunicação explicando novamente que uma possível vacina terá de ser para “todos que a desejarem” e que, neste momento, convém manter em mente o esforço que está a ser feito por todas as entidades ligadas à saúde.

“No pensamento de responsáveis políticos e de todos os portugueses encontra-se presente a brutal pressão que existe sobre o Serviço Nacional de Saúde e o Sistema Nacional de Saúde geral. Pressão que vai aumentar e cumpre evitar que culmine em situações críticas generalizadas. Implica a exigência de tentar conter o curso da pandemia em dezembro e primeiros meses de 2021”

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