Saúde

Usar máscara na rua pode deixar de ser obrigatório ainda antes de setembro

Os 70 por cento de vacinação serão atingidos esta semana — mas não deve haver reunião de Conselho de Ministros esta semana.
Regras poderão mudar em breve.

Em conferência de imprensa a 29 de julho, na sequência do Conselho de Ministros de então, o primeiro-ministro António Costa revelou o que poderíamos esperar nos próximos meses. Em causa estava um novo plano de desconfinamento a três momentos, que se iria desenrolar em especial em agosto e setembro.

O avanço para uma nova fase de libertação progressiva de todas as medidas de restrição foi na altura justificada por António Costa com os números comparativos das últimas duas vagas. No horizonte do governo estava uma meta de 85 por cento de população vacinada com as duas doses já em outubro, com 71 por cento atingidos até 5 de setembro. Este segundo valor, no entanto, deverá ser atingido ainda antes.

A expetativa atual é que, ainda esta semana, se atinja o tal valor referência de pelo menos 70 por cento da população com o esquema vacinal completo. Em concreto, a Direção-Geral da Saúde revelou que 66 por cento da população portuguesa foi totalmente vacinada até ao passado dia 15 de agosto. Cumprido o critério, poder-se-ia passar antes de tempo para o fim da obrigatoriedade das máscaras na rua.

Não é, no entanto, certo que tal passagem se faça de forma automática. Como nota o “Eco”, devido ao calendário de férias de agosto dos governantes, não haverá reunião de Conselho de Ministros na próxima quinta-feira, 19 de agosto. A próxima reunião que junta o elenco principal do executivo de António Costa só deverá acontecer na próxima semana, a 26 de agosto.

O mesmo jornal realça que nada impede o governo de levar a cabo um Conselho de Ministros via eletrónica nesta fase. Mas também não houve até ao momento indicações que tal vá acontecer. Nesta altura, convém destacar, com António Costa e o número dois e três do Governo de férias, a liderança cabe à ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

A fase de desconfinamento a que se refere o fim da obrigatoriedade de usar máscara na rua (isto quando não há forma de assegurar a distância de segurança) prevê também que a lotação de eventos como casamentos, batizados e espetáculos culturais passe para 75 por cento. Também os transportes públicos deixarão de ter limites à lotação.

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