Uma doença relacionada com a coagulação do sangue poderá explicar porque é que Christa Pike sobreviveu a duas tentativas falhadas de execução por injeção letal, a 30 de setembro. Segundo o anestesiologista Joel Zivot, a condição poderá ter impedido que uma quantidade suficiente do pentobarbital chegasse à corrente sanguínea.
O médico, que já tinha examinado Pike no passado, explicou durante a série do TMZ no YouTube, “In The Know”, que a trombocitose de que a condenada sofre pode ter provocado a formação de coágulos pouco depois de as agulhas terem sido introduzidas. Esse processo poderá ter bloqueado as veias utilizadas pela equipa responsável pela execução.
De acordo com Zivot, os vasos sanguíneos poderão até ter rebentado, fazendo com que o pentobarbital se infiltrasse nos tecidos do braço em vez de entrar na corrente sanguínea. Nesse cenário, a quantidade do fármaco que chegou ao sangue não terá sido suficiente para provocar a morte.
Zivot também admitiu outra possibilidade: o próprio fármaco poderá ter-se degradado e perdido parte da sua potência. No entanto, rejeitou a ideia de que Pike tenha algum tipo de imunidade à injeção letal. “Christa Pike não possui uma espécie de resistência mágica ao pentobarbital. Não é porque tenha uma fisiologia única que resiste ao efeito do pentobarbital”, afirmou o médico no programa.
Pike, de 50 anos, permanece num estado “criticamente grave”, segundo os seus advogados, que atualizaram o estado de saúde da condenada a 2 de outubro. Está internada num hospital em Nashville, no Tennessee, e encontra-se ligada a um ventilador.
A mulher recebeu medidas de suporte de vida depois de lhe terem sido administradas duas doses de pentobarbital durante a execução. Testemunhas disseram que permaneceu viva e que chegou mesmo a começar a ressonar.
A equipa jurídica de Pike já tinha falado sobre a trombocitose, uma doença que leva aumento do número de plaquetas no sangue acima dos valores normais. A defesa passou meses a tentar suspender a execução ou alterar o método utilizado, alegando que a mulher poderia ser submetida a um processo doloroso devido também às dificuldades relacionadas com as suas veias.
A norte-americana seria a primeira mulher executada no estado do Tennessee em mais de 200 anos. Está no corredor da morte há cerca de três décadas, depois de ter sido condenada pelo homicídio de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995.
Pike tinha 18 anos e o então namorado, Tadaryl Shipp, tinha 17 quando os dois torturaram Slemmer durante cerca de 30 minutos, em janeiro de 1995. Segundo o processo, os +terão gravado um pentagrama no peito da vítima antes de a matarem. Leia o artigo da NiT para conhecer melhor o caso.







