Saúde

Médicos e farmacêuticos enviam carta aberta ao governo contra as medidas de restrição

Especialistas dizem algumas das medidas adotadas produzem efeitos "mais gravosos" para a sociedade do que a covid-19.
Dados dos últimos 17 meses.

Um grupo de 20 especialistas de diferentes áreas da medicina assinou uma carta aberta onde argumentam que o atual momento da Covid-19 em Portugal já mudou. Alertam ainda para o risco de se desvalorizarem outras doenças, lembrando ainda o impacto que a vacina já está a ter.

A carta foi publicada esta sexta-feira, 16 de julho, no “Público”, Entre os signatários encontramos nomes como Jorge Torgal, médico de saúde pública, os patologistas Germano de Sousa e João Tiago Guimarães, a infecciologista Cláudia Carvalho, entre outros especialistas de áreas diversas, como neurologia, pediatria, radiologia ou pneumologia. Também Ana Paula Martins, bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, assina a mesma missiva aberta.

Referindo-se a números contabilizados a 8 de julho, os especialistas destacam: “nos últimos 14 dias, a taxa de mortalidade da covid-19 foi de 0,03/100.000, contra uma taxa de mortalidade por outras doenças e causas de morte de 2,7/100.000”. “No mesmo período”, prosseguem, “a taxa de doentes em estado grave ou muito grave — doentes admitidos em cuidados intensivos sobre o número de casos ativos — foi de 0,35 por cento”.

Além do mais, realçam que entre os dados mais recentes, a incidência (assinalada entre aspas no texto original) “de infeção entre os que completaram o plano de vacinação é de 0,01 por cento”. Por esta razão, defendem, é importante rever as medidas de restrição.

O texto intitula-se precisamente “Reconquistar o direito a viver” e critica em particular orientações de confinamento geral, sob detrimento de não se estar a dar a devida a tenção a outros problemas.

Estes médicos afirmam que as medidas que criticam produzem “efeitos mais gravosos para a sociedade e o bem comum do que a própria doença” e que algumas delas “podem ter contribuído para o incremento da circulação do vírus”. “O risco de morrer por uma doença que não a Covid-19 está, esse sim, a aumentar em Portugal”, acrescentam ainda.

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