Saúde

Milhares de voluntários vão assistir a concertos fictícios para estudar a Covid-19

Estudo pode dar uma ajuda essencial para sabermos os riscos (e o que fazer) para evitar contágio em espectáculos.
Pelo regresso dos concertos ao vivo.

A pandemia obrigou a adiar festivais de verão e vários outros concertos. Os cartazes para o ano que vem já estão a ser preenchidos mas sobra a dúvida: e se o novo coronavírus continuar por cá?

Em todo o mundo estão a decorrer experiências e testes a vacinas para sabermos mais sobre o vírus, mas há uma experiência particularmente ambiciosa na Alemanha que vai começar já a 22 de agosto. Intitulada Restart-19, esta experiência poderá ser muito útil para sabermos mais sobre o vírus em espaços fechados com multidões.

Cientistas alemães vão organizar uma série de concertos fictícios A plateia será preenchida com quatro mil voluntários que vão ser testados para o vírus 48 horas antes de cada concerto simulado. À porta, antes dos concertos, terão de ter um teste com resultado negativo para entrar.

Com idades entre os 18 e os 50 anos, estes voluntários vão ter ao pescoço dispositivos que fazem o chamado contact tracing — que permite acompanhar as pessoas com quem tiveram contacto.

A cada cinco segundos, estes dispositivos transmitem um sinal que vai registando a proximidade entre os voluntários. Toda a gente estará de máscara. O gel desinfetante será fluorescente para que no final os cientistas possam analisar todo o recinto usando luzes ultra-violeta. Deste modo vão perceber em que lugares é mais provável o risco de infeção.

Os concertos simulados vão decorrer em Leipzig, na Quarterback Immobilien Arena. Em cada concerto a disposição da sala será diferente, o que ajudará a perceber em que condições há menos riscos de contágio para o público. Os resultados serão divulgados em outubro no site do projeto.

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