Bryan Johnson, o milionário norte-americano conhecido por investir milhões de euros na tentativa de travar o envelhecimento, revelou a 3 de julho que foi diagnosticado com uma doença autoimune rara e sem cura. Nas redes sociais, explicou que sofre de gastrite autoimune, uma condição em que o sistema imunitário ataca as células saudáveis do estômago.
Johnson, de 48 anos, garantiu que vai tentar encontrar uma solução para a doença, apesar de a medicina considerar que, atualmente, não existe cura. Segundo o empresário, esta condição afeta apenas entre dois e cinco por cento da população.
Hoje, Bryan Johnson é conhecido por seguir uma rotina extremamente rigorosa, que inclui o controlo do sono, da alimentação, da fertilidade e de dezenas de marcadores de saúde. Mas nem sempre foi assim. Na infância e adolescência, admite que consumia regularmente fast food e bebidas açucaradas. Na idade adulta, assumiu uma rotina obsessiva com o objetivo de viver para sempre, como a NiT já lhe contou.
Depois de anos a lidar com stress, aumento de peso e depressão crónica, o seu organismo começou a desenvolver um processo autoimune que afetou a tiroide e o revestimento do estômago. O diagnóstico foi gastrite autoimune.
O prognóstico não é animador. O empresário explica que os tratamentos atualmente disponíveis limitam-se a controlar a doença e a minimizar as complicações, sem conseguirem travar a sua progressão.
Durante anos, Johnson viveu sem saber que sofria desta condição, apesar de esta já estar a provocar danos considerados irreversíveis, como défices nutricionais, anemia e um maior risco de desenvolver cancro do estômago.
Aos 21 anos, também foi diagnosticado com hipotiroidismo — uma doença em que a tiroide não produz hormonas suficientes — e começou a tomar medicamentos para manter a função da glândula. Apesar de nunca ter sentido sintomas evidentes, acredita agora que já existiam sinais precoces da gastrite autoimune. Um deles era a ferritina persistentemente baixa, uma proteína responsável pelo armazenamento de ferro no organismo, mesmo sem apresentar anemia.
Este cenário é relativamente comum. Muitas pessoas com gastrite autoimune não apresentam sintomas durante anos. Quando existem, podem incluir dores abdominais, deficiência de ferro, perda de apetite, náuseas ou perda de peso sem explicação.
Mesmo tomando suplementos de ferro, os níveis de ferritina de Johnson continuavam abaixo do normal. A situação levou a equipa médica a realizar vários exames para perceber porque é que o ferro “continuava a desaparecer”, revelou no Instagram.
Uma colonoscopia afastou a hipótese de cancro do cólon. Seguiu-se uma endoscopia digestiva alta e baixa, complementada por análises sanguíneas específicas. Os exames revelaram níveis elevados de anticorpos anti-células parietais, um marcador típico da gastrite autoimune.
A confirmação chegou através de biópsias ao estômago, que mostraram um enfraquecimento precoce da mucosa gástrica — um dos sinais característicos da doença. Segundo Johnson, todos os problemas estavam interligados: a deficiência de ferro, a doença autoimune da tiroide e a gastrite autoimune alimentavam-se mutuamente, tornando o tratamento muito mais difícil.
“O ferro e a tiroide influenciam-se em ambas as direções. A falta de ferro dificulta a conversão da hormona da tiroide na sua forma ativa e uma tiroide pouco funcional reduz a capacidade do organismo para utilizar o ferro”, explicou.
A rotina multimilionária de Bryan Johnson já deu origem a um documentário na Netflix. Chama-se “O Homem Que Quer Viver Para Sempre” e estreou em 2025. Leia o artigo da NiT para conhecer melhor a produção e o dia a dia inacreditável do empresário.
Carregue também na galeria para conhecer algumas das séries e temporadas que chegam em julho ao streaming.







