Saúde

Ministra da Saúde sobre vacina russa: “Não podemos sacrificar a segurança”

Marta Temido mostra-se reticente em relação ao anúncio de Vladimir Putin.
A vacina foi anunciada a 11 de agosto.

“Devemos ter muito presentes aquilo que são as recomendações da Organização Mundial da Saúde a este propósito”, respondeu a ministra da Saúde na conferência de imprensa desta quarta-feira, 12 de agosto, questionada sobre a vacina contra o novo coronavírus anunciada pela Rússia. Marta Temido revelou que o governo e a Direção-Geral da Saúde estão atentos, mas que é necessário ter cautela.

Segundo a responsável, “é muito importante acelerar o processo de investigação e o progresso em relação à descoberta de uma vacina eficaz, mas não podemos nesse processo sacrificar nem a segurança, nem a eficácia terapêutica”.

E continuou: “Há, relativamente a esta vacina, factos que têm sido referidos de que a fase três [última fase] não terá sido, eventualmente, totalmente realizada ainda.”

A vacina russa, anunciada ao mundo esta terça-feira, 11 de agosto, pelo presidente Vladimir Putin, que garante que o fármaco já foi administrado à sua filha, tem sido criticada por ser dada como terminada apenas com dois meses de testes em humanos.

Marta Temido relembrou que o nosso País tem o seu próprio regulador do medicamento e que está a trabalhar com a Agência Europeia do Medicamento, integrado numa rede competente e com todos os meios ao seu dispor para garantir que Portugal está entre os países que “terão acesso àquilo que venha a ser uma vacina eficaz para a Covid-19”.

Terminou a relembrar que há várias potenciais vacinas em diferentes fases de desenvolvimento. É garantir que quando tivermos a vacina, ela é segura, eficaz e tem todas as condições para “responder àquilo que são as necessidades dos portugueses”.

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