Saúde

Mortes e hospitalizações estão a aumentar. “Covid-19 veio para ficar”, alerta OMS

O diretor-geral da autoridade de saúde pede para que todos os que pertencem a grupos de risco sejam vacinados.
O número de mortes está perto dos 700 mil.

As mortes por Covid-19 estão a aumentar na Ásia Oriental e no Médio Oriente, assim como as hospitalizações na Europa. Porém, este retrato — já de si preocupante — representa apenas a ponta do iceberg. Isto porque muitos países deixaram de disponibilizar dados sobre os infetados, alertou esta quarta-feira, 6 de setembro, a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os números conhecidos representam apenas uma pequena parcela da realidade em termos globais. Atualmente “só 43 países continuam a atualizar as mortes causadas pelo vírus e apenas 20 disponibilizam dados sobre as hospitalizações”. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, confirma que, ainda assim, os números continuam a subir e isto prova que “a covid chegou para ficar e continuamos a precisar de ferramentas para lutar contra ela”.

“Uma das principais preocupações da OMS são as pessoas e grupos de risco que não receberam doses da vacina anti Covid recentemente”, adiantou. No entanto, reconheceu que nenhuma variante do coronavírus se apresentou como dominante mundialmente. Mas sublinha que a EG.5 (ou Eris) “está em ascensão”.

“Uma das principais preocupações da OMS são as pessoas e grupos de risco que não receberam doses da vacina anticovid recentemente”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus. O diretor-geral pediu a todos os que pertence a estes grupos se dirijam aos centros médicos para serem inoculados.

Regresso das máscaras

Em Portugal, o número de doentes continua a aumentar e os hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) decidiram avançar com novas regras. A partir de agora, volta a ser necessário utilizar máscara. A medida aplica-se às visitas aos doentes e aos profissionais de saúde das áreas clínicas com internamento.

Além do regresso das máscaras, é preciso reforçar a necessidade de se tomarem medidas de higiene das mãos. É aconselhado ainda que todos reforcem o “cumprimento das precauções básicas” com “principal incidência na etiqueta respiratória”.

A campanha de vacinação contra a Covid-19 e gripe sazonal vai arrancar já a partir de 29 de setembro (e ao longo de todo o outono-inverno) nos centros de saúde. Desta vez, a vacina contra a Covid-19 poderá ser também administrada nas farmácias — à semelhança do que já acontecia com a gripe sazonal.

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