Saúde

Mounjaro e Wegovy: os “primos” do Ozempic mesmo para quem quer perder peso

Os dois fármacos utilizam o mesmo princípio ativo, mas têm propósitos diferentes. São ambos comercializados em Portugal.

Apesar das preocupações com os efeitos secundários e os perigos para a saúde que são apontados ao uso de Ozempic para quem quer apenas emagrecer de forma rápida, o medicamento continua aa ganhar popularidade.

Criado originalmente para tratar a diabetes tipo 2, o seu princípio ativo revelou-se útil para motivação estéticas, permitindo diminuir até 25 por cento do peso inicial. O Ozempic tornou-se, por isso, muito procurado por famosos e não só. Em Portugal está esgotado, com uma lista de espera vasta, o que levou várias pessoas a procurar o medicamente no mercado negro, a preços muito mais elevados. 

Ora, para atingir os objetivos de perda de peso rápida, foram criados dois fármacos: o Wegovy e o Mounjaro, que já estão disponíveis em Portugal.

O Mounjaro utiliza o fármaco tizepatida como princípio ativo, e o Wegovy e o Ozempic contém o medicamento semaglutido. Ambos os compostos atuam como agonistas da hormona GLP-1, uma hormona produzida no intestino, explicou à NiT a endocrinologista Joana Menezes

Os seus principais efeitos são: “atrasar o esvaziamento gástrico, fazendo com que a comida fique mais tempo no estômago, o que provoca uma sensação de saciedade mais prolongada, e levar ao cérebro mais rapidamente a informação de que a comida chegou ao estômago. Além disso, atua no pâncreas, diminuindo a quantidade de insulina secretada após uma refeição, e melhorando as células que produzem a insulina, que se mantém saudáveis durante mais tempo”. 

O Wegovy chegou às farmácias portuguesas esta segunda-feira, 7 de abril, após ter sido aprovado para tratar pessoas com obesidade ou excesso de peso, avança a SIC Notícias. “Os resultados mostraram que o novo medicamento permite uma perda de peso média de 17 por cento”, refere.

Este fármaco injetável foi criado em 2021, mas é administrado numa dosagem diferente. Entre pacientes diabéticos, a administração acontece uma vez por semana, em jejum, com quantidades que tipicamente começam nos 0,25, 0,5 ou 1 miligrama, que são ajustadas e aumentadas ao longo do tempo.

No caso do Wegovy, as doses são maiores, indo até às 2,4 miligramas semanalmente, aumentando também gradualmente, explicou à NiT a endocrinologista Joana Menezes. O fármaco pode ser prescrito, porém não tem comparticipação médica, ou seja, o custo mensal poderá ultrapassar os 240€, segundo a mesma notícia. 

O Mounjaro, por outro lado, é comercializado desde dezembro do ano passado. Foi igualmente aprovado para o controlo de peso, neste caso, em adultos com um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 27, adiantou a DecoProteste.

A comercialização deste medicamento começou por ser autorizada em 2022. É utilizado a par de uma dieta com redução calórica e com um aumento da atividade física e, como as outras versões, está sujeito a receita e acompanhamento médico, no entanto, não é comparticipado.

É injetável e administrado uma vez por semana, podendo ser aplicado individualmente ou em conjugação com outros medicamentos para a diabetes. Entre os efeitos secundários, os pacientes apontam náuseas, diarreia, e vómitos, maioritariamente de gravidade ligeira e ocorrendo sobretudo durante o início dos tratamentos.

Carregue na galeria para ver imagens de algumas celebridades que mudaram a aparência ao utilizarem estes medicamentos para emagrecer.

ARTIGOS RECOMENDADOS