Saúde

Negacionistas admitem passar a usar máscaras para se proteger de quem foi vacinado

Acreditam que as pessoas vacinada expelem uma proteína que provoca, entre outras coisas, infertilidade e abortos.
Vão querer usar máscaras, mas não vai ser por causa do vírus.

Que negavam a gravidade da Covid-19, já sabíamos . Que se recusavam a usar máscara ou manter o distanciamento social, também. A grande novidade é que, entre as pessoas que se recusa a reconhecer a pandemia e os seus riscos, há um grupo que agora admite passar a usar o acessório que passou a fazer parte da nossa vida e a manter o distanciamento social. Porquê? Para se proteger dos males que podem transmitir as pessoas que já foram vacinadas.

A notícia foi avançada pela “Vice“, esta terça-feira, 11 de maio, que explica que este movimento — que conta com cada vez mais seguidores nos Estados Unidos e no Canadá — é composto por pessoas que acreditam fervorosamente que as vacinas não são eficazes contra a Covid-19 e que têm como objetivo único reduzir a população do mundo.

Esta nova vaga de negacionistas acredita, adianta a revista, que as pessoas que foram vacinadas contra a Covid-19 “expelem certas proteínas sobre os não vacinados”. Estas “proteínas”, acreditam, serão depois responsáveis pelo aparecimento de problemas de saúde nos não vacinados, como menstruação irregular, infertilidade e abortos espontâneos.

O movimento está a crescer de tal forma que há já relatos de ocorrências verdadeiramente bizarras. Uma escola privada em Miami, nos Estados Unidos, por exemplo, terá proibido os professores vacinados de interagirem com os alunos que ainda não tinham sido vacinados. Outro caso ocorreu em Kelowna, no Canadá, onde que os proprietários de uma loja colocaram uma placa na porta a proibir a entrada a pessoas que já tinham sido vacinadas.

Para estes negacionistas, além das máscaras e do distanciamento, a única proteção contra estas “proteínas” passa por tomar chá de agulha de pinheiro.

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