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Novo estudo diz que uso de duas máscaras duplica eficácia na filtragem do SARS-CoV-2

Os investigadores avisam que têm de ser bem ajustadas à cara. O estudo foi publicado esta sexta-feira, 16 de abril.
Pode ser eficaz, mas quando feito da melhor forma.

Usar duas máscaras pode duplicar o efeito na filtragem das partículas do SARS-CoV-2. Esta é a conclusão de um novo estudo publicado esta sexta-feira, 16 de abril, na revista científica norte-americana “JAMA Internal Medicine”. A investigação refere que é preciso que estejam bem ajustadas à cara para surtir esse efeito.

O principal motivo não se prende com o facto de existirem duas camadas de tecido. A conclusão a que os investigadores chegaram é que uma só máscara pode conter algumas falhas que, neste caso, serão colmatadas com o uso de uma segunda.

O estudo foi realizado com a análise de máscaras individuais e uma combinação de máscaras através de uma câmara de exposição. O formato da cara e a forma como estes materiais de proteção são ajustados também influenciam a eficácia.

As máscaras cirúrgicas conseguiram uma eficácia entre os 40 e os 60 por cento. Já as de tecido chegaram aos 40. Quando uma máscara de tecido foi colocada sobre uma cirúrgica, a eficácia aumentava mais 20 por cento. Já quando era uma cirúrgica por cima de uma de tecido, a filtragem foi de 16 por cento superior.

“As máscaras cirúrgicas foram concebidas para conseguirem um potencial de filtragem muito bom com base no material de que são feitas, mas a forma como são colocadas nem sempre é a mais adequada”, explicou Emily Sickbert-Bennett, da Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, instituição responsável por este estudo.

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