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Novo estudo diz que variante Delta pode sofrer mutação e extinguir-se naturalmente

É a convicção de um grupo de cientistas que afirma mesmo que a tal alteração pode ter acontecido no Japão.
A variante Delta é dominante em vários países.

A variante Delta do coronavírus é dominante em Portugal, bem como noutros países. É também a que mais preocupa as autoridades de saúde, mas um novo estudo indica que se poderá extinguir naturalmente. Um grupo de cientistas afirma que irá ocorrer uma mutação que levará ao seu desaparecimento.

Segundo o “The Japan Times”, a investogação indica que a tal extinção já aconteceu no Japão. No verão, os casos chegaram aos 23 mil diários e desde essa altura têm diminuído bastante. Os cientistas acreditam que esta queda se deve à tal mutação. A pesquisa foi feita no Instituto Nacional de Genética de Mishima, no Japão.

“Acreditamos que o vírus se tornou defeituoso e não foi capaz de fazer cópias de si mesmo. Em algum momento, durante as mutações, o vírus encaminhou-se para a extinção natural”, explicou Ituro Inoue, professor de genética do instituto que coordenou a pesquisa.

Já entre os cientistas do Reino Unido, esta ideia não parece muito credível. “É incrivelmente difícil acreditar que todas as variantes da Covid-19 no Japão tenham, simultaneamente e mais ou menos em uníssono, evoluído para um beco sem saída. Parece uma sugestão bizarra”, disse ao “New York Post” Simon Clarke, chefe da Divisão de Ciências Biomédicas e Engenharia Biomédica da Universidade de Reading.

Disse ainda que a extinção natural pode mesmo vir a acontecer, mas que existem mais variantes do que a Delta e que a imunidade de grupo contra a Covid-19 ainda está longe de vir a ser alcançada.

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