Saúde

O alimento que todas as mulheres com mais de 50 anos têm de começar a comer

Com o avançar da idade, algumas necessidades nutricionais aumentam e, consequentemente, precisam de ser correspondidas.
A alimentação dá-lhe o nutriente necessário.

Por volta dos 50 anos, muitas mulheres entram na menopausa. Nesta fase, é comum ocorrer uma alteração nos níveis hormonais, resultando em sintomas desconfortáveis como ondas de calor, alterações de humor e insónias.

No entanto, existem formas de minimizar esses efeitos adversos através de um consumo maior de ómega 3. Vários estudos recentes têm demonstrado os benefícios dessa gordura na redução do impacto negativo das alterações hormonais femininas, típicas desta fase da vida. Um das investigações mais recentes foi realizada pelas médicas Mastaneh Sharafi e Lana Butner, que divulgaram os resultados no portal Katie Couric Media. 

Afinal, qual é a melhor forma de incluir mais ómega 3 na rotina alimentar?

“É importante começar por referir que esta gordura o não se produz no organismo, ou seja, temos sempre de ser nós a fornecê-la. E Desempenha um papel fundamental: Contribui para a resposta inflamatória, regula a pressão arterial, ajuda nas doenças cardíacas, no Alzheimer e no cancro, podendo até ser utilizado no tratamento da depressão,” explica Fernanda Marques, nutricionista da Clínica Pilares da Saúde, à NiT.

O ómega 3 está presente com grande destaque nos alimentos animais, principalmente nos peixes como a cavala, o salmão e a corvina, ou então naqueles que têm origem vegetal, onde aqui se enquadram as nozes, as sementes de chia e a linhaça.

“Ainda assim, há uma espécie que se destaca bastante, pelo elevado teor de ómega-3: a sardinha. Para termos noção, uma unidade tem cerca de 4900 miligramas e nós devemos ter uma dose diária de 2 gramas, ou seja, comer quatro sardinhas, fornece logo os valores recomendados. É mesmo uma sugestão muito rica a este nível.”

Contudo, a profissional recomenda que este nutriente seja consumido de forma faseada em todas as refeições, e que o melhor é mesmo que seja proveniente de ambas as origens, a animal e a vegetal.

“Para pessoas que sejam vegetarianas, por exemplo, têm de tentar que exista sempre uma complementação feita de outra forma, até porque o ómega 3 tem uma relação direta com o ómega 6 e eles precisam de estar equilibrados. Este último é mais fácil de obter no tipo de alimentação que a maior parte das pessoas faz, porque está presente nos óleos.”

Nestes casos, se a quantidade desta gordura de origem vegetal que consome não for a suficiente, a nutricionista refere que também se pode optar por cápsulas suplementares.

“Esta também é uma opção, mas não deve ser a primeira. Essa é sempre a alimentação. Ainda assim, caso precise de recorrer a estes suplementos, embora possa comprar estes produtos sem receita, deve sempre consultar um médico. A toma pode interferir com outros medicamentos, e é necessário saber a dose que precisa.”

Embora não existam sintomas específicos que indiquem falta de ómega 3, alguns sinais que podem ser indicativos, como a falta de concentração, artrites, cansaço e muitas doenças inflamatórias consecutivas. “O aconselhado em caso de dúvida é realizar o exame que lhe permite ver o percentual desta gordura disponível do seu corpo. Esta análise também permite fazer o rácio com o ómega 6; por isso, é bastante conclusiva”, acrescenta a especialista.

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