Saúde

O primeiro caso de varíola dos macacos foi registado nos Açores

O doente é um turista nacional de 42 anos que está em Ponta Delgada desde 26 de julho. Há 710 casos em Portugal.
É o primeiro caso nos Açores.

A doença provocada pelo vírus Monkeypox já chegou aos Açores. No sábado, 6 de agosto, a Autoridade Regional de Saúde (ARS) confirmou o primeiro caso de varíola dos macacos no concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

Na nota divulgada, a entidade adianta que o doente é um turista nacional de 42 anos, que afirmou ter mantido “contactos em Ponta Delgada, com familiares e com o companheiro, residente em São Miguel (testado nas últimas horas, com resultado negativo)”. A delegação de saúde de Ponta Delgada determinou o isolamento domiciliário a ambos, bem como o distanciamento físico com outras pessoas.

“O homem que testou positivo foi notificado do resultado na noite de sexta-feira, mas informou ter já viajado, também sexta-feira, de Ponta Delgada para o Porto, de onde em breve pensa regressar a Paris, cidade onde reside oficialmente e trabalha”, refere a ARS dos Açores, citada pelo “Público”. O paciente encontra-se em São Miguel desde o dia 26 de julho.

O número de casos confirmados em Portugal de infeção pelo vírus da varíola dos macacos subiu para 710, sendo que, desses, 77 foram identificados na última semana. A maior parte dos casos de infeção acontece na região de Lisboa e Vale do Tejo, mas também há casos no norte, centro, Alentejo e Algarve.

A maior parte dos casos identificados pertence ao grupo etário entre os 30 e 39 anos e são do sexo masculino, embora já tenham sido confirmados quatro casos do sexo feminino.

Como conter a infeção

“Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”, recomenda a DGS.

É igualmente importante “abster-se de contacto físico direto com outras pessoas e de partilhar vestuário, toalhas, lençóis e objetos pessoais enquanto estiverem presentes as lesões cutâneas, em qualquer estádio, ou outros sintomas”.

Em maio, a entidade de saúde nacional definiu as regras de abordagem clínica e epidemiológica para casos de infeção. Envolvem abstinência sexual e evitamento de contacto próximo com animais domésticos. Já em julho, alertou que o preservativo não protege contra o vírus.

Leia ainda sobre a descoberta, feita em Portugal, que pode ser fundamental para perceber a origem do surto e as causas da rápida disseminação da doença. O artigo sobre as potenciais vacinas que a farmacêutica Moderna está a testar em estudos pré-clínicos também lhe pode interessar.

Saiba acerca das 110 mil doses de vacinas compradas pela União Europeia para conter o surto de varíola dos macacos. Os imunizantes já estão a ser distribuídos em Espanha e, entre julho e agosto, devem chegar ao País.

Do mesmo modo, pode descobrir sobre as sequenciações genéticas que começaram a ser realizadas em 2018 e indicam que o vírus da varíola dos macacos sofreu mutações dez vezes acima do que seria habitual nos últimos quatro anos. Em África, sete países registaram 1.400 infeções desde o início de 2022.

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