No total, foram 19 os miúdos da Escola Básica Inês de Castro, em Coimbra, que foram hospitalizados na passada sexta-feira, 6 de fevereiro, após sintomas de vómito e diarreia. Com idades entre os 10 e os 15 anos, os jovens foram atendidos no Hospital Pediátrico de Coimbra, tendo sido diagnosticados com o mesmo problema.
Tratava-se de uma “infeção com um norovírus”, disse Miguel Antunes, presidente da Câmara Municipal, à “Lusa”, aqui citado pela “SIC Notícias”. Este é um vírus altamente contagioso que provoca gastroenterite aguda, ou seja, uma inflamação do estômago e dos intestinos. Afeta pessoas de todas as idades e é mais frequente nos meses de inverno, embora possa ocorrer ao longo de todo o ano.
A transmissão faz-se através do consumo de alimentos ou água contaminados, do contacto direto com uma pessoa infetada ou do contacto com superfícies e objetos também infetados. Além disso, pode propagar-se através de partículas libertadas para o ar.
Os sintomas surgem, geralmente, entre 12 a 28 horas após a exposição ao vírus. Os mais comuns incluem náuseas, vómitos, diarreia, dores abdominais e mal-estar geral. Podem também ocorrer febre baixa, dores de cabeça, dores musculares e arrepios.
A doença tem, na maioria dos casos, uma duração curta, entre um a três dias, mas pode causar desidratação, sobretudo em miúdos pequenos, idosos e pessoas com o sistema imunitário enfraquecido. Nos casos mais graves — e sem a hidratação adequada — pode levar à morte.
Além destes casos, foram registados outros semelhantes na mesma escola, na mesma semana. No entanto, houve alunos que não precisaram de apoio hospitalar, embora tenham tido os mesmos sintomas. “Não temos o número completo, mas terá sido mais alguma dezena, certamente”, acrescenta Miguel Antunes.
Inicialmente suspeitou-se que a infeção poderia ter ocorrido devido a alimentos consumidos, mas a hipótese foi descartada. “Naturalmente, os alimentos podem na mesma ter sido o veículo de contágio e também enviamos alimentos das refeições dos últimos dois dias para a análise clínica, que revelarão se foram eles os causadores ou a água (o próprio abastecimento da água da escola)”, realça.

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