Saúde

OMS confirma mais de 550 casos de varíola dos macacos em 30 países

O aparecimento súbito de tantas infeções sugere que houve transmissão não detetada por algum tempo, avança o diretor-geral.
Fotografia: Matt Quinn no Unsplash.

Esta quarta-feira, 1 de junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que já foram confirmadas mais de 550 infeções por varíola dos macacos em 30 países onde a doença não é considerada endémica.

“As investigações estão em curso, mas o súbito aparecimento de Monkeypox em muitos países ao mesmo tempo sugere que pode ter havido transmissão não detetada por algum tempo”, referiu Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da entidade, citado pela “Rádio Comercial”.

Aos países afetados, o responsável solicitou que aumentassem a vigilância na procura de mais casos na comunidade em geral, porque “a situação está a evoluir” e mais doentes devem ser identificados.

Lembrou ainda que “qualquer pessoa pode ser infetada com Monkeypox se tiver contacto físico próximo com outra pessoa infetada” e “que, geralmente, os sintomas desaparecem por si próprios, mas podem ser graves em alguns casos”.

Lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço são os sintomas a que tem de estar atento.

Além de Portugal, Reino Unido, Espanha, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suíça, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Israel, República Checa, Áustria, Eslovénia, Argentina, Irlanda, México, Malta e Emirados Árabes Unidos foram afetados pela vaga de infeções.

Varíola dos macacos em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou mais 19 casos em Portugal nas últimas 24 horas. Com a atualização, realizada esta quarta-feira, 1 de junho, o número de infeções no País subiu para 119. Os pacientes “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

Até ao momento, todos os diagnósticos comprovados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) pertencem a homens entre os 20 e os 61 anos. A maioria deles tem menos de 40 anos.

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com maior número de infeções, apesar de existirem registos nas regiões Norte e Algarve.

Na terça-feira, 31 de maio, a DGS definiu as regras de abordagem clínica e epidemiológica para casos de infeção. Envolvem abstinência sexual e evitamento de contacto próximo com animais domésticos.

Leia sobre a descoberta, feita em Portugal, que pode ser fundamental para perceber a origem do surto e as causas da rápida disseminação da doença. O artigo sobre as potenciais vacinas que a farmacêutica Moderna está a testar em estudos pré-clínicos também lhe pode interessar. Em África, sete países registaram 1.400 infeções desde o início de 2022.

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