Saúde

OMS defende contacto “pele com pele” de prematuros com os pais em vez da incubadora

A nova recomendação vem substituir a norma da utilização prioritária dos aparelhos, a prática recomendada no passado. 
Pode salvar muitos recém-nascidos.

O contacto “pele com pele” é fundamental à sobrevivência de bebés prematuros, revela a Organização Mundial de Saúde (OMS) esta terça-feira, 15 de novembro. A recomendação faz parte das últimas orientações divulgadas pela instituição relativas ao cuidado de recém-nascidos antes das 37 semanas de gestação. A proximidade do bebé aos progenitores mostra-se mais vantajosa que a utilização das incubadoras, a prática aconselhada no passado.

“Gosto de pensar desta forma: o primeiro abraço é não só emocionalmente importante, mas absolutamente essencial para melhorar o estado de saúde e as hipóteses de sobrevivência de bebés com baixo peso e prematuros”, afirmou Karen Edmond, especialista da OMS em saúde de recém-nascidos, aqui citada pela “SIC Notícias”.

A autoridade mundial recomendou que o contacto “pele com pele” com bebés nascidos antes das 37 semanas de gestação ou com peso inferior a 2,5 quilos à nascença deve ocorrer logo após o nascimento. Esta orientação faz parte das novas diretrizes da OMS para melhorar os cuidados aos prematuros e representa uma mudança em relação aos procedimentos anteriores, que defendiam o uso de incubadoras na primeira fase da vida destes recém-nascidos.

O documento agora divulgado reforça a importância da amamentação e inclui outras 25 recomendações que abrangem medidas como cuidados de nutrição, tratamentos a adotar em caso de doença. A OMS incluiu, pela primeira vez num relatório deste tipo, orientações sobre o envolvimento familiar, incluindo um apelo à reestruturação das unidades de cuidados intensivos para permitir que a mãe e o recém-nascido permaneçam juntos. “É importante”, frisou Edmond, manter “o bebé em contacto ‘pele a pele’ 24 horas por dia, mesmo que esteja nos cuidados intensivos.”

A OMS considera os nascimentos prematuros um “problema de saúde pública urgente” que afeta 15 milhões de bebés por ano, ou um em cada 10 nascimentos. Se estas medidas já estivessem a ser aplicadas poderiam salvar anualmente cerca de 700 mil recém-nascidos em todo o mundo, acrescentou Karen Edmond.

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