Saúde

OMS diz que falhas na quarentena podem explicar aumento de casos na Europa

O vírus já infetou 40 milhões de pessoas e matou mais de um milhão em todo o mundo.
O vírus teve origem em Wuhan, na China, em dezembro de 2019.

A segunda vaga já está a acontecer na Europa e ainda não há uma explicação clara sobre o que motivou o aumento repentino de casos. O especialista em emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Mike Ryan, revelou esta terça-feira, 20 de outubro, em conferência de imprensa, que o aumento das taxas de transmissão de Covid-19 nos países europeus, e também na América do Norte, se deve “em boa parte” ao fracasso da quarentena imposta a pessoas infetadas.

A OMS insiste no exemplo dos estados asiáticos e do hemisfério sul, como a China, Coreia do Sul, Japão ou Austrália, que apostam nas medidas de prevenção do contágio, impondo quarenta obrigatória a todos os contactos de pessoas infetadas.

Mike Ryan afirmou que as populações destes países demonstraram “maiores níveis de confiança” nos seus governos, que também mantiveram medidas de combate ao vírus durante mais tempo. O especialista acrescentou que se pudesse realizar um desejo seria que “todos os contactos de um caso confirmado se mantivessem em quarentena pelo período apropriado”

“Por outras palavras, correrem até à linha da meta e continuarem a correr depois de alcançarem porque sabiam que a corrida não tinha acabado, essa linha era falsa. Muitos países estabeleceram uma meta imaginária e, quando a atravessaram, desaceleraram”, explicou aos jornalistas, citado pelo jornal britânico “The Independent”.

Apesar de haver uma fadiga dos países, “o vírus já mostrou que, quando baixamos a guarda, pode voltar a uma velocidade vertiginosa e ameaçar hospitais e sistemas de saúde”, disse Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. 

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT