Saúde

OMS diz que vacinas são eficazes contra a variante Ómicron

O responsável acrescentou ainda que o comportamento geral observado até agora “não mostra um aumento da gravidade” da doença.
Vacinação continua.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou esta terça-feira, 7 de dezembro, que as vacinas parecem ser eficazes contra a nova variante Ómicron da Covid-19, detetada na África do Sul, ao protegerem os infetados de doença grave.

“Não há razão para duvidar” de que as vacinas atuais não protegem os doentes infetados com Ómicron contra formas graves de Covid-19, indicou o responsável pela resposta de emergência em saúde pública da OMS, Michael Ryan, numa entrevista à France-Presse citada pela agência Lusa.

“Temos vacinas muito eficazes que se mostram potentes contra todas as variantes até agora, em termos de gravidade da doença e hospitalização, e não há razão para acreditar que não seja o caso” com a Ómicron, disse Michael Ryan, frisando que se está no início de estudos de uma variante detetada apenas a 24 de novembro e que desde então foi registada em cerca de 40 países.

O responsável acrescentou ainda que o comportamento geral observado até agora “não mostra um aumento da gravidade” da doença.

“De facto, alguns locais da África Austral estão a relatar sintomas mais ligeiros”, disse Michael Ryan, ressalvando que se tem de ter “muito cuidado na forma como se analisa” estes dados, uma vez que estamos na presença de uma variante detetada muito recentemente pelas autoridades sul-africanas.

Também o diretor executivo da farmacêutica Pfizer, Albert Bourla, disse que os sintomas causados pela Ómicron parecem mais leves do que os causados por outras variantes da Covid-19, mas alertou para a transmissão que é mais rápida.

“Não acho que seja uma boa notícia ter algo que se espalha rapidamente”, disse Bourla, num fórum organizado pelo The Wall Street Journal, frisando que ao se espalhar rapidamente significa que vai chegar a milhões de pessoas e pode dar origem a outra mutação. “Ninguém quer isso”, salientou.

O diretor executivo da Pfizer afirmou ainda que a farmacêutica está a investigar se a sua vacina contra o Covid-19 oferece menos proteção contra esta variante e garantiu que espera ter mais informações nas próximas semanas, embora não tenha divulgado uma data específica.

Já esta quarta-feira, a BioNTech disse em comunicado que a vacina contra a Covid-19 desenvolvida em conjunto com a Pfizer “ainda é eficaz” contra a variante Ómicron do vírus com “três doses”, mas “provavelmente” insuficiente com apenas duas.

De acordo com a empresa, estudos realizados pelos seus laboratórios concluíram que “a vacina ainda é eficaz contra a covid-19, também contra a variante Ómicron, se tiver sido administrada três vezes”. No entanto, acrescentou, esta variante “provavelmente não é suficientemente neutralizada após duas doses”.

Apesar da eficácia com três doses, a BioNTech afirmou que quer finalizar uma vacina adequada à variante Omicron “até março”.

A variante Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde, foi detetada na África Austral e desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em 24 de novembro, foram identificadas infeções em vários países de todos os continentes, incluindo Portugal.

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