Saúde

Ordem dos Médicos alerta: mais camas não vão servir de nada sem mais profissionais

É preciso mais médicos e enfermeiros.

Dramática. É assim que a Ordem dos Médicos classifica a atual situação nos hospitais portugueses por causa da escalada incontrolável do número de novas pessoas internadas. O organismo que representa os médicos sublinha que faltam camas para os doentes, mas sublinha que um reforço do número de vagas para internamento nos hospitais não vai surtir o efeito desejado a menos que seja acompanhado por um reforço dos profissionais de saúde que estão a trabalhar nas várias unidades do SNS.

Em entrevista à “Rádio Renascença”, o presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos alerta para o facto de se estar a enviar uma mensagem errada quando se anunciam todos os dias novas camas, nomeadamente em cuidados intensivos, para receber doentes Covid-19. “Se não for acompanhado do reforço de recursos humanos qualificados e diferenciados para tratar das pessoas, não serve de nada. Está-se a criar na opinião pública uma falsa ideia de segurança”, explica Carlos Cortes

Segundo o responsável, em cada unidade de cuidados intensivos devia existir um médico para cada oito camas, mas não é isso que está a acontecer. Daí que aumentar o número de camas sem reforçar o pessoal médico não vai surtir o efeito desejado. “A qualidade de serviços prestados nunca poderá ser a mesma porque não há profissionais suficientes”, avisa.

A solução, defende Carlos Cortes, poderá passar pela “importação” de médicos, ou pelo reforço do recurso a estudantes de medicina. E pode haver uma realocação de profissionais que, atualmente estão a desempenhar tarefas em áreas que não estão relacionada com a Covid-19. 

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