Saúde

Enfermeiros infetados com Covid-19 na Bélgica vão continuar a trabalhar

É um dos maiores focos da epidemia na Europa e os hospitais estão no limite com a falta de recursos humanos.
A situação agrava-se.

O resultado da falta de recursos humanos que os hospitais belgas têm enfrentado na segunda vaga da pandemia já chegou. Alguns profissionais de saúde da Bélgica, nomeadamente os enfermeiros, têm sido convidados a continuar a trabalhar mesmo se testarem positivo à Covid-19, desde que estejam sem sintomas. 

A notícia foi confirmada pela “CNN“, que verificou a situação em Liége, um dos focos da pandemia neste país. “Não é um problema porque estão a trabalhar em unidades Covid com pacientes que também testaram positivo”, afirmou Louis Maraite, o diretor de comunicação do Hospital Universitário. Ainda assim, de acordo com o canal americano, há outro hospital de Liége onde os profissionais infetados estão a trabalhar noutras unidades com pacientes não-covid. 

Já em relação aos enfermeiros que estão com sintomas, as indicações são para ficarem em casa, cumprindo o isolamento previsto. O Ministério da Saúde belga já respondeu à polémica, referindo que apenas é permitido que infetados assintomáticos continuem a trabalhar “em condições muito restritas” e apenas porque há uma falta de profissionais.

O país tem registado mais de 13 mil casos diários na última semana, sendo apenas ultrapassado pela República Checa, em termos de novas infeções por cada 100 mil habitantes. Um cenário que só pode ser alterado se os cidadãos mudarem os seus comportamentos, avisam as autoridades sanitárias. As unidades de cuidados intensivos do país irão atingir a sua capacidade máxima em 15 dias, se nada mudar. 

Até ao final da semana, o governo belga vai decidir sobre um segundo confinamento. Em cima da mesa estão medidas “mais restritivas”, se não houver uma diminuição nos internamentos. Há uma semana, de forma a tentar travar o contágio, a Bélgica impôs novas medidas, como um recolher obrigatório entre a meia-noite as  cinco da manhã, o teletrabalho sempre que possível e a proibição de servir às mesas nos cafés e restaurantes. 

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