Saúde

Pais em alerta. Infeções por VSR registam uma “tendência crescente”

O vírus é a causa mais comum das infeções nas vias respiratórias (como as bronquiolites), até aos cinco anos.
Atinge muitos miúdos até aos 5 anos.

As próximas semanas podem ser desafiantes para os miúdos. Os vírus respiratórios começaram a atacar com força e deixaram pais e mães em estado de alerta. Segundo o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), as infeções pelo vírus sincicial respiratório (VSR) estão a aumentar.

“Mantém-se a tendência crescente no número de internamentos por infeção por VSR em menores de 24 meses na rede de vigilância sentinela”, refere o Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe e outros Vírus Respiratórios INSA.

Desde o início de outubro foram reportados 26 casos de internamentos por VSR. Deste total, 43 por cento tinham menos de três meses e oito por cento tiveram necessidade de ventilação ou foram internados em Unidade de Cuidados Intensivos.

O VSR é a causa mais comum das infeções nas vias respiratórias (como as bronquiolites), até aos cinco anos e um dos motivos que leva ao aumento de internamentos durante as estações mais frias. Os sintomas começam normalmente com secreções nasais, o chamado pingo do nariz, a tosse, a dificuldade a respirar e/ou uma respiração tipo assobio. “A febre pode, ou não, aparecer”, disse à NiT o pediatra Paulo Venâncio.

Como proteger os miúdos

Embora atinja sobretudo crianças saudáveis e bebés de termo, “os prematuros e os recém-nascidos com outras patologias associadas são os que correm maior risco de serem gravemente afetados”, refere o especialista em pediatria.

Reconhecendo estes indícios em bebés abaixo dos três meses, os cuidadores devem ir fazendo a lavagem nasal com soro ou água do mar, aspiração de secreções e vigiar os sinais de alarme referentes à dificuldade respiratória e ao aparecimento de febre. “Caso o bebé aparente ter algum destes sintomas mais graves, é motivo para ser visto por um médico”, destaca Paulo Venâncio.

Acima desta idade, em casos de febres superiores a 38 graus, os miúdos devem ser medicadas e mantidas em casa, com os devidos cuidados. “Só devem visitar um médico quando os pais não conseguem controlar a febre com medicação, ou a mesma já dura há mais de três dias”, aconselha o médico.

Caso o esforço respiratório impeça o sono, ou a tosse seja tão agressiva, que deixe os mais novos com vómitos e não seja possível alimentá-los, deve igualmente procurar ajuda especializada. Em caso de dúvida, o especialista recomenda aos pais e cuidadores que se aconselhem primeiro junto do SNS 24, o pediatra ou o médico de família. “Se considerarem necessário, os profissionais farão o encaminhamento para as urgências”, refere.

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