Saúde

Passar o verão de chinelos no pé pode causar problemas sérios de saúde

Usar sapatos rasos podem parecer a melhor escolha para dias quentes em que temos de fazer quilómetros, mas não é bem assim.
Saiba o que deve fazer.

Assim que o bom tempo espreita, há hábitos que são quase automáticos: comer o primeiro gelado, largar os casacos de inverno e trocar as calças por saias e vestidos mais frescos. Uma série de mudanças que vêm sempre acompanhadas por outro hábito, a troca de sapatos. Despedimo-nos das botas para receber as sandálias e os famosos chinelos de praia. O que muitos não sabem é que alguns destes modelos podem ser prejudiciais à saúde.

Quando falamos em desconforto e dores de pés, pensámos imediatamente nos altos altos pontiagudos que nos esmagam os dedos, mas que nos mantém super elegantes. No entanto, não são o único género de calçado que não é recomendado. Segundo a podologista Joana Rodrigues, “os sapatos rasos como as sabrinas ou chinelos de praia tem um impacto muito negativo na saúde”.

Os rasos têm consequências para a postura e até na marcha. “Este tipo de calçado aumenta a probabilidade de aparecimento de fasceíte plantar, porque diminuem a pressão no ante pé”. Os sintomas são as famosas dores nos calcanhar, que depois acabam por condicionar a lombar e os tornozelos. “O centro da gravidade fica mais para trás e o seu uso continuado pode levar a uma rotação interna dos pés, com aparecimento de dor nos tornozelos e joelhos”, acrescenta a especialista em podologia. 

Os pés são uma das partes mais importantes do corpo humano, sustentam-nos e são o nosso principal meio de transporte. Por isso cuidar deles é de extrema importância e deve ser uma prioridade. Um dos cuidados a ter passa por fazer escolhas acertadas, mesmo que isso signifique não entrar nas tendências de moda do momento.

No caso dos chinelos, a especialista alerta: “Os chinelos não foram feitos para caminhar. Foram feitos para percorrer curtas distâncias”. E explica que não são uma boa opção porque “não têm apoio para o arco do pé”. “O que acontece é que temos de colocar os dedos em garra para fazer com o sapato não fuja. Este movimento vai criar tensão que leva a uma deformação dos dedos e altera a marca”. Além disso oferecem pouca proteção ao pé e deixam-no exposto, aumentando o risco de lesões.

Quem tem diabetes, por exemplo, não deve usar chinelos de meter o dedo, porque até os mais pequenos cortes podem resultar em problemas de saúde mais sérios. 

Já as sabrinas “podem estar associadas ao desenvolvimento de fasceíte plantar”, uma condição clínica dolorosa que consiste na inflamação da fáscia plantar (situada na planta do pé, ligando o calcanhar aos dedos) e que é a causa mais comum de dor no calcanhar.

“No verão, o melhor é escolher calçado arejado como as sandálias. Para caminhadas o mais recomendado é utilizar sapatilhas adequadas para o efeito.” No caso dos homens, que no verão acabam por utilizar na mesma sapato e chinelos, a especialista aconselha a que optem por sapatos mais respiráveis e que sejam usados com meias. Quando isto não é possível, o melhor é hidratar para evitar o aparecimento de bolhas, que são muito desconfortáveis.

Quando for comprar o próximo par de sapatos tenha em atenção:

— No verão, opte por sandálias, porque é importante que o pé respire;
— Garanta que têm uma presilha no calcanhar e na parte da frente para que o pé tenha a estabilidade necessária;
— Certifique-se que têm uma boa sola para proteger do solo;
— Que são suficientemente largos para que, qando caminhamos, o pé avance para a frente. Ponha-se de pé e faça uma ligeira pressão na parte da frente do sapato para se certificar de que sobra cerca de 1 a 1,5 centímetros entre o seu dedo grande e a ponta do sapato.
— Verifique também que têm apoio na zona do arco do pé e conforto imediato. Não compre sapatos a pensar que vão alargar.
— Por fim, que têm um salto até três centímetros de altura;

Além destes pontos, a especialista recomenda a que se esteja atento aos materiais. “Idealmente deve preferir-se uma sola de borracha e a palmilha deve ser em pele. Os materiais naturais são os melhores para a saúde dos pés.” A hidratação é também uma parte fundamental. “Nos primeiros tempos, sobretudo, deve ser aplicado um creme para criar uma barreira protetora”, conclui. 

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