Saúde

Pediatra pede para acabarem com a vacinação contra a Covid-19 de crianças saudáveis

A carta enviada às autoridades de saúde é assinada por 27 especialistas da área da saúde, como pediatras e cardiologistas.
A vacinação das crianças entre os 5 e 11 anos está a decorrer.

Vários médicos e profissionais de saúde enviaram esta quarta-feira, 26 de janeiro, uma carta aberta às autoridades de saúde nacionais para que repensem a vacinação contra a Covid-19 de crianças saudáveis. Perante a nova realidade da variante Ómicron, Jorge Amil apela a que se volte a analisar o risco-benefício da inoculação desta faixa etária.

“Num pico de infeções com esta dimensão poderá ser prudente reavaliar-se o prosseguir com a vacinação, se para além de eficaz, se será seguro, e não fica nada mal fazer esta reavaliação continuada”, diz o pediatra Jorge Amil na carta enviada à Lusa, citado no “DN“.

A carta foi assinada por 27 entidades do setor da saúde e apela à “suspensão cautelar” da vacinação em crianças e jovens “saudáveis e não se pretende qualquer extrapolação para adultos ou crianças com comorbilidades que acarretem risco acrescido de Covid-19.”

Quanto às razões que levaram à redação desta carta aberta, Jorge respondeu que neste momento a vacinação desta faixa etária “não tem o poder” de impedir a transmissão do vírus, uma vez que a “difusão tem sido enorme” em ambientes escolares. “O que se viu é que a vacina não impediu este enormíssimo número de testes positivos, embora o número de doentes por covid seja claramente diferente dos números globais de testes”, acrescentou.

O médico pediatra e presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos defende ainda que “se os objetivos que tinham sido propostos e prometidos para fazer a vacinação, não estiverem a ser atingidos, talvez faça sentido rever novamente a segurança da vacinação, a eficácia da vacinação e reequacionar a decisão”.

“A vacinação de crianças previamente infetadas por SARS-CoV-2, ou a sua infeção depois de vacinadas, num curto intervalo temporal, pode vir a traduzir-se num aumento da incidência de casos de miocardites, efeitos deletérios no sistema imunitário ou outras reações adversas, riscos potencialmente graves e eventualmente letais”, informa a mesma carta.

Até ao momento, o Infarmed já recebeu mais de uma centena de possíveis reações adversas em crianças e jovens, incluindo colapsos, miocardites e morte. Os signatários pedem que seja feita uma investigação rigorosa e séria a estes casos.

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