Saúde

Portugal vai atingir uma média de administração de 97 mil vacinas por dia

O número foi avançado por Henrique Gouveia e Melo, coordenador da Task Force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19.
As metas estão definidas.

Henrique Gouveia e Melo, coordenador da Task Force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19, falou aos peritos na reunião do Infarmed desta terça-feira, 13 de abril. Segundo o responsável, está a ser preparada uma junção das fases dois e três da vacinação, “uma vez que há disponibilidade de vacinas para fazer uma nova estratégia”. E mais: neste trimestre haverá uma média de administração de 97mil vacinas por dia. 

O vice-almirante revela também que em abril estarão disponíveis 1,9 milhões de vacinas nosso País. Até à data, chegaram 2,6 milhões de vacinas, sendo que já foram administradas cerca de 2,1 milhões de doses, até domingo, 11 de abril — 1,5 milhões são primeiras doses. Segundo os últimos dados, mais de 15 por cento da população já tem a primeira dose e mais de seis por cento recebeu as duas.

O coordenador aproveitou para indicar que Portugal está a chegar a uma fase de “abundância” de vacinas em que, “em vez do detalhe, o que é importante é a fluidez”. Por isso, a partir de agora, o método principal será o critério de idade, para o qual serão destinadas 90 por cento das vacinas. Os restantes dez serão destinados às doenças não relacionadas com a idade.

O objetivo é vacinar toda a população acima dos 60 anos “entre a última semana de maio e a primeira semana de junho, o que nos dá alguma esperança”. Já 70 por cento da população (com todas as pessoas acima dos trinta anos) será vacinada entre julho e agosto, afirma Henrique Gouveia e Melo, acrescentando que estes números são para a primeira dose.

Segundo o responsável, até agora, foram vacinados 87 por cento dos residentes em lares, 90 por cento dos cidadãos com mais de 80 anos, 80 por cento dos maiores de 50 anos com comorbilidades de tipo 1, 96 por cento dos profissionais de saúde, 99 por cento dos serviços essenciais, 27 por cento de cidadãos entre os 65 e os 80 anos e 23 por cento de trabalhadores das escolas.

O coordenador da Task Force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19 acredita que os números aumentem significativamente quando os portugueses puderem agendar a própria vacinação. “Isto vai permitir grande afluxo e resposta para a capacidade de agendamento”, garante. 

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