Saúde

Recém-mamãs, nada temam: uma das maiores consequências da gravidez tem solução

Normalmente ocorre durante a gestação e é difícil de tratar. O exercício físico pode ser um aliado contra esta lesão.
Pode fazer os exercícios em casa.

Depois de nove meses a pensar e a preparar tudo para a chegada de um bebé, chega o momento do parto. E depois? De acordo com a personal trainer Marta Moura, especializada em treinos para grávidas e recém-mamãs, depois da saída da maternidade e nas seis semanas após o parto, surgem no corpo da mulher as grandes alterações: desde as hormonas aos músculos.

Uma delas acontece durante a gravidez, mais precisamente na segunda metade da gestação, e mantém-se até às semanas seguintes ao parto, podendo nunca desaparecer — a diástase abdominal. O aumento do volume nesta zona leva a que os músculos abdominais paralelos, que vão do peito à pélvis, alarguem, acabando por se separar. Esta alteração é normal e, regra geral, desaparece cerca de oito semanas após o nascimento do bebé, sem que seja necessária qualquer medida específica.

Contudo, existem casos em que o afastamento dos músculos permanece. Estudos indicam que “uma em cada três mulheres ainda continua afetada por este problema 12 meses após o parto”. Isto pode ter consequências ao nível da autoestima, mas não só. Esta condição pode comprometer as funções do core.

Esta lesão é muitas vezes descrita como um efeito secundário da gravidez, porém não é exclusiva nestes casos. “Pode acontecer em qualquer pessoa, homem, mulher e até mesmo afetar bebés“, explica a personal trainer no seu livro “Mamãs Fit”. A diástase é causada pelo excesso de pressão intra-abdominal. Isto é, um esforço excessivo exercido na parede do abdómen — independentemente do género ou idade. Má postura, obstipação, obesidade, gordura visceral ou esforço excessivo são alguns dos exemplos que podem resultar nesta lesão.

Cerca de 30 a 60 por cento das mulheres grávidas ou em pós-parto acabam por sofrer desta patologia, mas muitas vezes não têm consciência da mesma. Um dos sintomas mais óbvios é a “barriga de parto que não desaparece mesmo depois de ter regressado ao peso normal”. Mas este sintoma sozinho pode não significar que sofre desta lesão. Há outros que, quando acontecem ao mesmo tempo, podem significar que tem diástase abdominal. Entre eles estão “a incontinência, a dor pélvica e /ou lombar, dores nas relações sexuais e a má postura”, indica a especialista. 

A lesão pode ser diagnosticada através de uma ecografia abdominal ou numa avaliação física com um fisioterapeuta ou personal trainer especializado. Pode ser tratada através de “exercícios respiratórios e reparadores devidamente planeados, ou em casos graves, recorrendo a cirurgia”, explica Marta Moura.

A personal trainer destacou cinco exercícios indicados para tratar a diástase abdominal. Carregue na galeria para os conhecer e começar já a praticar.

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