Saúde

Redução de sal no pão fará com que cada português consuma menos meio grama por dia

Estima-se uma maior diminuição em indivíduos entre os 55 e os 74 anos.
É um dos culpados pelas doenças cardiovasculares.

No final da semana passada, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgou o relatório do estudo-piloto de “Health Impact Assessment“. Falamos de uma avaliação do impacto rápido da redução gradual da quantidade de sal (sódio) no pão.

Sendo as doenças cardiovasculares uma das principais causas de morte em Portugal, a redução do consumo de sal é uma das melhores abordagens para a prevenção destas doenças. Por isso, em outubro de 2017, foi assinado um protocolo entre a Direção-Geral de Saúde, o INSA e algumas associações de industriais de panificação, pastelarias e similares para a redução gradual de sal no pão até 2021.

“A meta máxima preconizada pelo Protocolo de um grama de sal por cada 100 gramas de pão em 2021, corresponde a uma redução de 29 por cento face ao cenário atual, o que levará a uma redução esperada de 0,51 gramas e 0,32 gramas na ingestão diária total de sal para homens e mulheres, respetivamente”, pode ler-se no comunicado divulgado no site oficial.

O INSA explica também que se espera uma maior redução de ingestão de sal entre indivíduos com maior consumo de pão, ou seja, homens, da região do Alentejo, com idades compreendidas entre os 55 e 74 anos e naqueles que têm menor nível de educação.

O efeito estimado na pressão arterial para ser baixo e, do ponto de vista económico, aproxima-se dos valores considerados como custo-efetivos de acordo com os limiares de referência (reduções acima de 0,5 gramas sal/ dia).

O relatório faz ainda saber que a maioria dos inquiridos referem ter conhecimento da assinatura do Protocolo, mas “não sentiram alterações (sabor, textura, durabilidade) no pão que consomem habitualmente e que não alteraram o seu padrão de consumo, nos últimos 12 meses”.

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