Saúde

Risco de miocardite aumenta após vacinação contra a Covid-19, conclui novo estudo

Homens jovens que tomaram a vacina da Moderna correm maior perigo, refere a pesquisa publicada numa revista científica canadiana.
O risco é maior nos jovens com idades entre os 18 e os 29.

Cientistas canadianos publicaram esta segunda-feira, 21 de novembro, os resultados de um estudo onde concluíram que, após a vacinação contra a Covid-19, existe um maior risco de miocardite. Este perigo, embora raro, é maior em homens jovens, mais especificamente após a toma da segunda dose da vacina da Moderna.

“As taxas observadas de miocardite são mais altas do que o esperado após a toma de vacinas de mRNA, mas as taxas absolutas foram baixas”, escreve Naveed Janjua, um dos investigadores. O estudo é baseado em dados recolhidos após mais de 10,2 milhões de doses administradas entre 15 de dezembro de 2020 e 10 de março de 2022 a jovens com idades iguais ou superiores a 12 anos.

Os investigadores acompanharam os vacinados que deram entrada no hospital devido a sintomas ligados à miocardite após sete a 21 dias da toma do fármaco. A análise indica que 1,37 em cada 100 mil pessoas tiveram problemas relacionados com a inflamação do tecido muscular do coração. Em comparação, este número é de apenas 0,39 em cada 100 mil pessoas não vacinadas.

“Embora os valores absolutos de miocardite sejam baixos, o tipo de vacina, idade e género são fatores importantes e que devem ser considerados durante as administrações das vacinas para reduzir os riscos”, lê-se no estudo. As taxas mais altas registaram-se em homens (2,15 em cada 100 mil). No que às idades diz respeito, os riscos aumentaram em todos aqueles com idades compreendidas entre os 18 e os 29 anos (2,97 em cada 100 mil) — e 22,9 para aqueles que foram inoculados com a Moderna.

Os especialistas acabaram por recomendar “o uso preferencial da vacina BNT162b2 (Pfizer-BioNTech) em vez da vacina mRNA-1273 (Moderna), para pessoas entre os 18 e os 29 anos”.

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