Saúde

Sabe quais são os preservativos ecológicos que pode usar sem prejudicar o ambiente?

Há novas marcas vegan e que usam apenas látex natural. Mas há quem diga que mesmo poluindo, continuam a preservar o planeta.
Há que pensar em tudo

Amigo do ambiente, sustentável, vegan, comércio justo. São os últimos termos que provavelmente lhe vêm à cabeça no momento de fazer sexo. E deveriam? Segundo alguns especialistas e a Greenpeace, sim.

Numa era em que se procura que tudo seja reciclável e reutilizável, parece consensual que isso não irá acontecer com os preservativos. E deixar de os usar é uma questão que nem sequer se coloca.

O problema surge então com a seguinte pergunta: são os preservativos biodegradáveis? Depende do material com que são feitos.

Normalmente a escolha dos fabricantes recai no famoso látex, a borracha que habitualmente é recolhida das árvores e transformada para criar preservativos. Mas nem todo o látex é natural — ele também pode ser feito em laboratório.

De acordo com a Greenpeace, “ninguém sabe muito bem quanto tempo é que demora um preservativo a desaparecer na natureza”, mas sabe-se que “muitos contêm variedades de químicos nocivos.”

Embora não se saiba muito sobre os perigos do látex no meio ambiente, uma coisa é certa: há preservativos feitos com outros materiais que definitivamente não são biodegradáveis. Falamos dos preservativos feitos com poliuretano e borracha sintética ou látex sintético.

Para lá dos problemas óbvios de usar um item embalado em plástico e que não é reutilizável, é preciso separar as diferentes classes de preservativos para perceber quais, em termos ambientais, são melhores ou piores.

O látex 100 por cento natural não é problemático, só que são poucos os que optam por essa composição. A maioria dos preservativos de látex incluem outros químicos que alteram a composição e dificultam esse processo.

Do outro lado da barreira estão os que são feitos de plástico, neste caso poliuretano — o que praticamente garante que não se irão degradar na natureza e acabarão por entrar na cadeia nociva de microplásticos.

“Mas há algum preservativo que seja biodegradável?” Claro que há, foi inventado há centenas de anos e não é propriamente uma solução que irá agradar aos mais impressionáveis. Falamos dos preservativos de pele de cordeiro, que na verdade são feitos com o intestino.

Apesar de amigos do ambiente, eles têm, no entanto, um grave problema: os poros são suficientemente pequenos para impedir a passagem dos espermatozóides, mas incapazes de oferecer proteção a doenças sexualmente transmissíveis. E, claro, não são vegan — spoiler alert: há todo uma classe de preservativos vegan.

Felizmente, houve quem pensasse neste problema antes de todos os outros. Por todo o mundo nasceram marcas de preservativos com preocupações ambientais, mas não só.

A Sustain Natural, por exemplo, fabrica preservativos orgânicos, vegan e com látex proveniente com selo Fair Trade — e, garantem, são feitos através de métodos sustentáveis. Mais: não adicionam químicos nocivos, aromas sintéticos, parabenos e produtos animais.

Outro exemplo são os da Glyde, fabricados na Austrália e que se assumem como “a primeira marca premium de preservativos com certificação ética, vegan e Fair Trade”. Os seus produtos não contêm químicos como glicerina, parabenos e outros. E, revelam, que todo o látex usado é recolhido em ambientes sustentáveis.

Também a Lovability promete preservativos feitos apenas de latéx natural, sem qualquer adição de químicos. Apostam também em embalagens finas e minimalistas para evitar o desperdício.

E os alérgicos ao látex não precisam de se preocupar, porque também existem versões preocupadas com o ambiente. Não se pode ter tudo: os preservativos da Unique são feitos com resina sintética de polietileno. Contudo, são garantidamente vegan e apostam igualmente numa embalagem menos poluente.

O que não é solução é não os usar. Existirá sempre a possibilidade de optar por outros métodos contracetivos, caso seja possível. E, no final das contas, muitas vozes se têm levantado para afirmar que, depois de todas as somas e subtrações, os benefícios do seu uso ultrapassam largamente os perigos da poluição. É que são uma das ferramentas mais úteis para prevenir a sobrepopulação do planeta — um trunfo imprescindível.

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