Saúde

Sabia que há pessoas que têm suor colorido? Pois, e a cor muda para cada um

Esta condição é raríssima é até tem um nome: chama-se cromidrose. Mas não é grave.
O suor é uma mecanismo natural do corpo.

Cheiros desagradáveis, manchas na roupa e um calor que parece não ter fim — é isto que a transpiração provoca. E a este sintomas pode também juntar as manchas coloridas na roupa. Sim, leu bem. A condição é rara, mas acontece. Existem pessoas em que o suor é de diferentes cores.

Esta condição tem um nome. Chama-se cromidrose e, segundo o que o dermatologista Luís Uva explicou à NiT, é algo raro, mas não é grave. A principal característica desta patologia é a do facto de o suor apresentar coloração, que pode ser em tons de amarelo, azul, verde, preto ou vermelho acastanhado.

O suor é o produto de um processo comum e natural que ocorre como forma de proteção do nosso organismo para manter a temperatura equilibrada. Nos dias quentes ou quando fazemos exercício, por exemplo, a nossa temperatura aumenta e o suor é então produzido pelas glândulas sudoríparas. Mas, normalmente, não possui cor, nem cheiro.

“A coloração surge pelo acumular de um pigmento nas glândulas sudoríparas. Normalmente, esse suor colorido surge em regiões específicas, como: rosto, tronco, mãos, virilha, axilas e outras partes do corpo”, explica o especialista em dermatologia. E continua: “Pode ser vermelho, e isso acontece quando há alguma rutura de algum dos vasos presentes nas glândulas sudoríparas e, por isso, a pessoa sua, praticamente, sangue”.

Mas as restantes colorações podem ter outras causas, menos graves. “O suor de tom azul é comum aparecer em quem consome algumas drogas, ou mesmo medicamentos. Enquanto quem trabalha em minas de cobre pode notar que as gotículas que transpira são de tom amarelo. Neste caso, acontece por acumulação do metal pesado no corpo”.

É possível evitar um suor colorido

Qualquer que seja a origem, os suores causam algum embaraço e ansiedade a quem tem este problema. Até porque a cor torna o suor mais notório no corpo e na roupa. A boa notícia é que existem tratamentos que permitem reduzir ou mesmo eliminar este desconforto.

No caso do suor de cor vermelha, caso seja diagnosticada a rutura de um ou mais vasos, há um procedimento, segundo Luís Uva, a laser que permite estancar a hemorragia e, dessa forma, a transpiração deixa de ter cor.

Ainda assim, ninguém gosta de se sentir suado, mas é inevitável. Ou quase. Há formas de controlar esta função vital que facilmente se torna um drama, sobretudo em eventos, festas ou até no escritório. Uma das formas mais práticas, e económicas, é utilizar anti-transpirantes, que têm partículas que impedem a produção de suor. Estes são, normalmente, à base de sais de alumínio e podem ser vendidos em roll-on; spray; pomada; loção; toalhitas ou gel.

Para uma medida mais duradoura existe o botox. “Atualmente há quem preferia recorrer à toxina botulínica para evitar a transpiração. E não tem qualquer risco associado. É super seguro. Uma aplicação dura entre nove meses a um ano e custa cerca de 500€”.

Além destes tratamentos que carecem de acompanhamento médico, há algumas dicas que pode seguir para transpirar menos. Carregue na galeria para as conhecer.

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