Saúde

Sabia que as máscaras de proteção podem causar olhos secos e irritados?

Há uma sensação de aumento do fluxo de ar durante a respiração, que segue em direção aos olhos e torna-os menos lubrificados.
Prefira a utilização de colírios sem conservantes.

Para andar na rua, nos transportes públicos, para trabalhar ou ir ao supermercado. A máscara de proteção tornou-se numa peça indispensável do nosso dia a dia durante a pandemia. Porém, traz vários problemas associados. Além das dores nas orelhas, devido à fricção, causa problemas de desidratação da pele ou de aumento de acne, mas estas não são as únicas consequências com que nos devemos preocupar.

Tem notado que nos últimos meses chega ao final do dia mais cansado, com desconforto e irritação nos olhos, dores de cabeça ou visão turva? Não está sozinho. A verdade é que o uso deste equipamento de proteção tem estado na origem de vários problemas da saúde ocular. Ao longo deste último ano, com o uso diário da máscara, as queixas de irritação e secura dos olhos tornaram-se cada vez mais habituais.

Para tentar perceber se este é um fenómeno problemático e como pode ser tratado, a NiT falou com o Professor Doutor Salgado Borges, médico oftalmologista. Segundo este, a maioria das pessoas que tem sentido este desconforto descreve uma sensação de aumento do fluxo de ar, que através da máscara segue sobretudo em direção aos olhos durante a respiração.

Consequentemente, o aumento de fluxo de ar contribui para a evaporação contínua do filme lacrimal, secando a superfície ocular, o que se traduz num aumento da irritação e inflamação do olho. Isto acontece sobretudo em pessoas que usam óculos e que têm constantemente as lentes embaciadas.

Contudo, “esta irritação é mais frequente e exuberante em pessoas com antecedentes de inflamação ocular e/ou de Olho Seco. Deverá, por isso, ser combatida e evitada, pois aumenta o risco de transmissão ocular do contágio, através da lágrima ou da superfície externa do olho”, explica o médico especialista à NiT.

Os sintomas, esses, são os habituais: presença de olho vermelho persistente, comichão, ardor, sensação de picada ou de corpo estranho e eventualmente lacrimejo. Para o Professor Salgado Borges, “é crucial não esfregar os olhos, para proteger a córnea e evitar dessa forma o risco de infeção. No caso de sentir vontade imperiosa de mexer nos olhos ou mesmo de ajustar os óculos, deverá usar um lenço de papel em vez dos dedos e higienizar as mãos frequentemente.”

Como posso resolver o problema?

A lágrima tem um papel crucial na saúde do olho e na qualidade da visão. Ela assegura a sua nutrição e hidratação e regulariza a superfície ocular, permitindo uma visão com mais qualidade. Ao sentir-se constantemente desconfortável, com olhos secos e irritados, é sinal de que pode sofrer de Síndrome do Olho Seco e precisa de resolver o problema.

Só é possível realizar o diagnóstico do Olho Seco através de exames clínicos. O diagnóstico é realizado através da observação do olho ou de um teste para medir a produção e qualidade da lágrima. Apesar de ser uma doença crónica, o Olho Seco pode ser facilmente controlado com sucesso, desde que sejam seguidas todas as indicações do médico oftalmologista.

Uma vez que a utilização de máscara não pode mesmo ser descurada, há diversas ações que poderão ajudar no controlo da irritação ocular. Segundo o Professor Salgado Borges, “sempre que possível, deve-se pestanejar e aplicar um colírio lubrificante (mais conhecido por lágrimas artificiais)”.

O uso de lágrimas artificiais como o colírio é, de facto, o tratamento mais comum em todas as situações de irritação ocular. Porém, há que ter o cuidado de escolher as lágrimas artificiais sem conservantes, uma vez que estes podem ter efeitos tóxicos e ser indutores de alergias, que, por si só, podem agravar a situação de irritação ou Olho Seco.

Assim, os doentes com Olho Seco devem optar pela utilização de colírios sem conservantes, recorrendo, preferencialmente, ao uso de lágrimas artificiais em unidoses ou em frascos com sistemas de conservação sem conservantes — como é o caso do sistema ABAK. Este sistema de frasco/embalagem permite conservar os colírios sem que sejam utilizados conservantes. Assim que uma gota cai, o líquido volta instantaneamente ao interior do frasco e permanece esterilizado.

Este é o sistema criado e adotado pelos Laboratórios Théa para disponibilizar os seus produtos para o Olho Seco (e não só). Falamos, por exemplo, do HYABAK, um produto hipotónico destinado a ser administrado nos olhos ou nas lentes de contacto que contém ácido hialurónico (agente lubrificante e hidratante) e actinoquinol (um agente com propriedades anti-UV).

Ele é usado para humedecer e lubrificar os olhos, em caso de sensações de secura ou de fadiga ocular, induzidas por fatores externos tais como vento, fumo, poluição, poeiras, calor seco, ar condicionado, viagem de avião ou longa exposição ao ecrã do computador. Nos utilizadores de lentes de contacto, permite a lubrificação e a hidratação da lente, com o intuito de facilitar a colocação e a retirada, e proporciona um conforto imediato na sua utilização ao longo de todo o dia.

Graças ao sistema ABAK, o produto permite fornecer gotas de solução sem conservantes, sendo utilizado com qualquer tipo de lente de contacto. A ausência de conservantes permite igualmente respeitar os tecidos oculares e melhorar a qualidade da visão. Encontra o HYABAK à venda em farmácias de norte a sul do País.

Hyabak é um dispositivo médico. Leia cuidadosamente a rotulagem e instruções de utilização. PUB REP HYABAK JAN21

Este artigo foi escrito em parceria com a Théa Portugal SA. Rua Pedro Álvares de Cabral, 24 - 5ª F. 2670-391 Loures. NIF 507978358.

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