Saúde

Sente-se desgastado ou desmotivado no trabalho? Ouça este novo podcast

"It's ok not to be ok" abordará o tema da saúde mental, com um foco especial no mercado de trabalho durante a pandemia.
O tema deixou de ser tabu para um dos mais importantes na sociedade.

Simone Biles afastou-se de algumas provas durante Jogos Olímpicos deste ano, em Tóquio, alegando não se sentir bem. Os motivos da atleta de elite nada tinham a ver com uma lesão física: não se sentia mentalmente saudável — precisava de parar. Uma atitude (ainda) rara e que catapultou a saúde mental para a agenda mediática. “It’s ok not to be ok” (“Não há problema em não estar bem”, em tradução livre), declarou a ginasta na altura. Foi esta mesma frase que inspirou o nome deste novo podcast, onde o foco principal é, também, o bem estar psicológico.

Após meses em confinamento e afastados das pessoas que gostamos, afastados de uma vida normal a que estávamos habituados devido à pandemia que atravessamos, a nossa saúde mental começou a ressentir-se. Será à volta deste tema que andarão as conversas dinamizadas por Rute Sousa Vasco (jornalista e publisher da MadreMedia) e Maria Inês Cabral (Head of Marketing do LACS – Community of Creators).

Os diálogos serão especialmente focados na saúde mental no mercado de trabalho, visto que ambas desafiaram empresários e gestores a partilhar as suas histórias de como a pandemia mudou a forma como trabalhamos e como nos vemos face ao emprego.

O primeiro episódio do podcast conta com Roberta Medina, empresária e rosto do Rock in Rio, conhecida pelo seu otimismo e fé inabaláveis. “Somos todos parte de uma missão única, que é a vida neste planeta. Cada um de nós tem uma função, mas o projeto é um só. Se a gente olhar dessa forma, começa a se preocupar mais com o vizinho”, diz Roberta Medina, em comunicado.

É com esta esperança que a produtora de eventos encara a nova edição do festival em Lisboa, que teve de ser adiada por duas vezes desde o início da pandemia da Covid-19. Durante a conversa, explica que é fácil desmotivar e que ficou “de luto” com o segundo adiamento, especialmente por ter de trabalhar a moral dos colaboradores sem certezas do que iria acontecer. 

Para Roberta Medina, o período que estivemos em casa “acentuou a necessidade [de falarmos uns com os outros]” e “reforçou a importância do ser humano”. 

 “De alguma forma fomos obrigados a desacelerar um pouco. Eu adorava fazer o deslocamento casa-trabalho porque sempre foi um tempo que usava para baixar a poeira. Agora não quero ficar 50 minutos no engarrafamento. E passei a ser muito mais mãe agora porque posso jantar com os meus filhos”, revela. 

“It’s ok not to be ok” já está disponível no Spotify.

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