Saúde

Será que as bolas anti-stress ajudam mesmo a relaxar e a reduzir a ansiedade?

O que a ciência nos diz sobre este objeto prático super básico que pede para ser espremido.
O que acontece quando a apertamos?

Há cada vez mais estudos (e a experiência de todos nós) que demonstram que as tais oito horas sentado em frente ao computador podem não ser as mais produtivas, especialmente quando precisamos de alguma dose de criatividade.

Há pausas que encontram razão de ser. Investigações já realçaram a forma como pequenas distrações podem ser grande ajuda na produtividade, dando um descanso momentâneo à mente para que seja mais fácil a pessoa focar a sua atenção na tarefa que tem em mãos. É importante perceber que não são todos iguais.

Quando a distração em si constitui um prazer em si próprio, pode ser contraproducente. É por isso que uma pausa para jogar um jogo qualquer no smartphone pode não ter a mesma eficácia que ter um bola anti-stress por perto.

É precisamente deste mecanismo em particular que aqui falamos. E uma coisa engraçada a ter em conta é que há benefícios que o nosso cérebro pode retirar, independentemente da idade. Um estudo envolvendo miúdos do sexto ano mostrou que os alunos que usaram uma bola anti-stress tinham maior tendência para se concentrar nas aulas.

O stress é cada vez mais um tema a intrometer-se nas nossas vidas. Em certa medida, pode até ser ferramenta útil de trabalho. Mas quando se vai exacerbando, e tomando conta de cada vez mais aspeto das nossas vidas, é a nossa saúde que se ressente. Isso pode contribuir para a fadiga, como o médico Sérgio Andrade já explicara à NiT. E é inevitável: se o stress não vai dando tréguas, a nossa saúde vai ressentir-se. E convém nunca esquecer como as doenças cardiorrespiratórias estão entre a principal causa de morte nos países mais desenvolvidos. Portugal não é exceção.

Uma bola anti-stress tem um grande lado prático a favor: ocupa pouco espaço, pode ficar num cantinho qualquer da mesa logo à mão. Pode pegar nela e ir espremendo em quanto se concentra numa tarefa, numa viagem de transportes públicos ou mesmo quando está parado no trânsito.

Pequenas distrações podem ajudar.

Não é nenhum mecanismo milagroso, mas como tarefa ajuda a que concentremos a tensão num objeto capaz de lidar com ele. Pode apertar com toda a força que não se estraga. E esse simples apertar pode logo ajudar na tensão muscular, ajudando a relaxar.

Este exercício faz com que a bola anti-stress também possa ser usado de forma simples num qualquer processo de reabilitação, para ir trabalhando a coordenação motora localizada ou simplesmente dar uma pequena ajuda a estimular a circulação.

“Quando estamos stressados, o corpo fica tenso, e uma libertação física ajuda a libertar precisamente parte dessa energia. O benefício daquele apertar é que de alguma forma se liberta algum tipo de energia, o que induz a pessoa a relaxar”, como já explicara ao “The Huffington Post” David Posen, especialista na área do stress e autor de vários livres que se focam precisamente no stress profissional.

Pode parecer muito poder num único objeto na ponta dos dedos. Não é. Quando o stress é severo, quando se prolonga, há mesmo um problema de origem. Uma bola anti-stress pode dar uma ajuda momentânea, não resolve um problema mais profundo.

Ainda assim, no que podíamos exigir de um objeto, acessível, e que adoramos espremer, não há muito mais que lhe possamos pedir: dá uma ajuda no stress, na reabilitação motora e até pode contribuir para a criatividade. É fácil de perceber porque é que é um brinde bem sucedido.

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