Helena Coelho revelou esta terça-feira, 11 de agosto, que foi diagnosticada com SIBO, uma condição que afeta o intestino delgado e que pode provocar sintomas como inchaço, gases e alterações do trânsito intestinal. A criadora de conteúdos, de 34 anos, contou nas redes sociais que começou a procurar respostas depois de sentir “um inchaço que não faz sentido”.
Para perceber melhor o que significa este diagnóstico, a NiT falou com António Hipólito de Aguiar (OM 74362), médico de clínica geral, que explica que a SIBO está relacionada com um crescimento excessivo ou desequilibrado de bactérias no intestino delgado. Normalmente, existem milhões de bactérias no aparelho digestivo, mas a distribuição pelas diferentes zonas do intestino é importante para o funcionamento.
“O que acontece na SIBO é um desequilíbrio na flora do intestino.” Segundo o médico, bactérias que habitualmente se encontram sobretudo no intestino grosso podem estar presentes em excesso no intestino delgado. Quando isso acontece, podem interferir com a digestão e provocar uma maior produção de gases.
O resultado pode ser uma série de sintomas que muitas vezes são confundidos com outros problemas digestivos. “Barriga inchada, gases e arrotos após as refeições” são alguns dos sinais referidos pelo médico. Também podem surgir desconforto ou dor abdominal, sensação de enfartamento e alterações do trânsito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre. Estes sintomas são igualmente associados a várias outras doenças digestivas, pelo que não significam, por si só, que uma pessoa tenha SIBO.
O diagnóstico não deve ser feito apenas pelos sintomas. De acordo com o mesmo especialista, existem testes respiratórios específicos para procurar sinais da presença excessiva destas bactérias. Durante o exame, a pessoa ingere uma substância açucarada e sopra para um aparelho que mede determinados gases presentes no ar expirado.
A alimentação pode também ter um papel importante no controlo dos sintomas. António Hipólito de Aguiar destaca a dieta baixa em FODMAP, que reduz, de forma temporária, determinados açúcares presentes naturalmente em vários alimentos.
“O que se tem que fazer é evitar estas substâncias, que são substâncias que, essencialmente, são açúcares”, explica. Estão presentes, por exemplo, em alguns cereais, lacticínios, frutas e leguminosas como feijão, grão e lentilhas. “A dieta tem que ser baixa neste tipo de produtos. E, por isso, chama-se uma dieta baixa em teor FODMAP.”
“O tratamento da SIBO, em casos extremos, pode passar por antibióticos”, explica o médico à NiT. Na prática clínica, os antibióticos podem ser utilizados para reduzir o excesso de bactérias, mas a condição pode voltar depois do tratamento, pelo que o acompanhamento é sempre importante.
No caso de Helena Coelho, a criadora de conteúdos explicou que começou a tomar antibióticos e que será agora acompanhada por alguém especializado.
“Vou ser acompanhada por um nutricionista especialista em intestino, para determinar o tratamento e fazer alguns testes com alimentos e mais tarde reintroduções alimentares”, contou no Instagram.
O objetivo será perceber melhor quais os alimentos que tolera e encontrar uma forma de controlar esta condição, sem fazer alterações alimentares por conta própria.
Se sofre com a barriga inchada, leia também este artigo da NiT sobre quais os alimentos que podem ajudar a ultrapassar o problema.







