Saúde

Sindicato diz que há hospitais que não conseguem dar oxigénio adequado aos doentes

A denúncia fala sobre uma situação de rutura em Portugal.
A situação é preocupante.

Numa altura em que os testemunhos de vários profissionais de saúde refletem uma clara situação de ruptura nos hospitais portugueses, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) reforça esta ideia e denuncia que vários hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo já não são capazes de assegurar o adequado atendimento de doentes Covid e não Covid em tempo útil.

O sindicato, citado pela “TVI24”, diz que “a falta de meios humanos, de camas e até de oxigénio tem levado à acumulação dos doentes em maca, à porta dos hospitais e nas ambulâncias”.

Revela, também, que muitos “hospitais não conseguem fornecer oxigénio com a adequada pressão aos doentes, problema que tende a agravar-se nos próximos dias”, acrescentando que os critérios para atendimento e internamento tornaram-se mais restritivos, deixando de fora vários doentes “com dificuldade respiratória e com estados clínicos potencialmente em agravamento”.

Da falta de profissionais de saúde, algo que já se conhece há muitos anos, à falta de camas, o SMZS fala de uma situação de rutura. Neste momento, apela o sindicato, todos devem cumprir as regras impostas pelas autoridades de saúde para evitar o contágio por Covid-19, de forma a que o Serviço Nacional de Saúde consiga dar resposta a todos os cidadãos que necessitem.

Ao governo, pede que os meios de resposta à pandemia sejam reforçados, não só nos serviços públicos mas requisitando a capacidade instalada dos serviços privados e do sector social, que neste momento são essenciais.

“Pela falta incompreensível e inaceitável do adequado planeamento da resposta a uma pandemia que dura há vários meses e em que estava anunciado o cenário de agravamento, e pelo alívio das medidas de contenção da pandemia durante as festividades da época natalícia, que está na base do elevado número de mortes e na situação de rutura dos serviços de saúde a que estamos a assistir”, denuncia.

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