Quando foi mãe pela segunda vez, aos 40 anos, Bárbara Taborda percebeu que algo tinha mudado profundamente dentro de si. Antes, sempre ativa e habituada a um ritmo intenso de trabalho na área dos eventos, começou a sentir um cansaço constante, falta de energia e uma tristeza difícil de explicar. “Sentia-me sem energia e sem vontade de fazer nada”, conta à NiT. Este período acabou por ser marcado por muitas questões internas e por uma espécie de depressão pós-parto.
Foi nesse momento mais baixo que começou, quase sem saber, um caminho de transformação pessoal que viria a redefinir a sua vida pessoal e profissional. Agora, aos 50 anos, sente-se cheia de energia e vontade de pôr em prática projetos guardados. Um deles foi chega ao público nesta quarta-feira, 21 de janeiro.
Trata-se do podcast “Slow Talks”, que faz parte da NiTfm, assinalando o regresso de um formato que Bárbara criou em 2022 e que entrou em pausa em 2024. Dedicado ao bem-estar físico, mental e emocional, o programa propõe conversas calmas e informativas com especialistas de diferentes áreas, com o objetivo de aumentar a literacia em saúde e bem-estar. “A informação é meio caminho andado para as pessoas abrirem a mente e começarem a cuidar mais de si”, explica.
Para a apresentadora, oferecer ferramentas práticas e acessíveis é essencial: “Quanto mais informação houver, mais material há para as pessoas trabalharem no seu bem-estar”. A parceria com a NiTfm surge da vontade de chegar a mais ouvintes e, claro, por se identificar com a revista. “É uma casa com uma comunidade muito grande. Também me consigo rever na NiT e na forma como se posiciona no mercado. É uma das plataformas mais procuradas pelas pessoas”, realça.
O primeiro episódio, que já pode ser ouvido, é com a psicóloga Inês Gaya. A conversa com Bárbara Taborda foca-se, principalmente, no regresso à essência espiritual.
Nas próximas semanas — há novos capítulos todas as quartas-feiras, pelas 10 horas —, o podcast vai receber nomes como Hugo Madeira, referência na área da saúde oral, num episódio dedicado a um tema pouco falado. “A boca é o portal principal do corpo e fala-se muito pouco sobre isso”, sublinha. Segue-se Filipa Jardim da Silva, psicóloga, para uma conversa sobre stress e burnout, “um dos maiores problemas atuais da sociedade”, especialmente em janeiro e fevereiro.
Na semana do Dia dos Namorados, celebrado a 14 de fevereiro, Sílvia Coutinho junta-se ao programa para falar sobre relações e estratégias para nos relacionarmos melhor, e em março chega a vez de Ana Lisboa, “uma das maiores referências” na área da saúde mental das mulheres. “Os convidados são sempre escolhidos a dedo. Os temas têm de ser interessantes e úteis para as pessoas”, reforça.
A história de Bárbara Taborda ajuda a perceber a essência do “Slow Talks”. Formada em marketing e comunicação, trabalhou nessa área até aos 40 anos. Foi depois da maternidade, e do período mais frágil que o segundo filho trouxe, que começou a procurar respostas.
Sem energia para o exercício físico, decidiu experimentar ioga por achar que seria mais “parado”, mas acabou por descobrir exatamente o contrário. “Percebi que estava a trabalhar o corpo e a mente”, conta. Ao fim de um mês de prática regular, sentia-se muito melhor física e psicologicamente. Procurou um mentor, clarificou objetivos e percebeu o que já não queria para a sua vida. “Ao fim de três meses era uma pessoa bem diferente”, afirma.
Esse processo foi tão transformador que decidiu estudar desenvolvimento pessoal, uma área à qual se dedica hoje em pleno. É mentora de bem-estar, tem formação em coaching, ioga e reiki, e continua ligada à organização de eventos — agora focados em retiros, workshops e team buildings de bem-estar. Na última década, publicou dois livros. “Sabia que havia imensas mulheres na mesma situação em que eu estive”, diz.

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