Saúde

Tatuagens podem ser um fator de risco para o cancro linfático

Os linfomas são uma das patologias oncológicas mais prevalentes em Portugal, ocupando o nono lugar.
O estudo foi publicado dia 21.

As tatuagens não são uma moda recente, mas só agora se começam a conhecer os riscos associados aos desenhos feitos na pele de forma permanente. O mais recente foi descoberto já este ano e agora divulgado num estudo publicado a 21 de maio no eClinicalMedicine.

Investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, identificaram uma relação entre tatuagens e o aparecimento de linfomasum tipo de cancro grave que afeta o sistema linfático. Esta patologia oncológica é uma das mais comuns em Portugal, ocupando o nono lugar no ranking das mais prevalentes, relata o hospital Lusíadas.

Traduz-se num conjunto de problemas no sangue em que os linfócitos se multiplicam de forma anómala, o que consequentemente vai conduzir ao aparecimento de células malignas capazes de invadir os tecidos do organismo.

As conclusões dos investigadores suecos baseiam-se num estudo realizado entre 2007 e 2017, na Suécia, com 11.905 pessoas, com idades entre 20 e 60 anos. Os indivíduos tatuados apresentaram maior risco de desenvolver linfomas, mas o risco diminuiu com a duração da exposição, ou seja, as tatuagens com três a dez anos já representavam uma ameaça menor. Não foi encontrada nenhuma evidência que apontasse para uma probabilidade mais elevada se a área corporal tatuada fosse maior.

“A tinta de tatuagem geralmente contém produtos químicos cancerígenos, por exemplo, aminas aromáticas primárias, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e metais. A deposição de pigmento nos gânglios linfáticos foi confirmada, mas os efeitos na saúde a longo prazo permanecem inexplorados.” Desta forma, os investigadores relatam que é necessário continuar a procurar respostas sobre as consequências a longo prazo das tatuagens.

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