Saúde

Legionella detetada nos balneários do Estádio Universitário de Lisboa

Foram três os espaços em que a bactéria foi encontrada. Zona dos banhos ficará interdita pelo menos até junho.

Os balneários dos Pavilhões 1 e 3 do Estádio Universitário de Lisboa, bem como os balneários do Rugby, testaram positivo para a presença de legionella. Neste momento o uso dos chuveiros está proibido, mas prevê-se que a situação seja resolvida até meados de junho.

Pelo menos será esse o período necessário até que sejam feitos “três resultados negativos sucessivos, tal como é determinado pelas entidades de saúde competentes”, pode ler-se na informação enviada aos utentes a que a Lusa teve acesso, aqui citada pela “SIC Notícias”.

João Roquette, presidente do EULisboa, assegura que os balneários podem continuar a ser utilizados, não existindo nenhum tipo de risco para a saúde neste momento — estando apenas as zonas de banho interditas. A direção do Estádio Universitário pediu desculpa “pelo incómodo causado” e garante que vai “manter os seus utentes informados sobre a resolução desta situação”. Até que o problema esteja 100 por cento normalizado, os utilizadores podem utilizar os chuveiros do piso 1 do Complexo de Piscinas.

O primeiro email enviado a dar conta da situação foi a 8 de março, onde se comunicou que balneários do Pavilhão 1 tinham testado positivo. Ainda assim, a 8 de abril foi feita uma nova comunicação em que o Estádio Universitário de Lisboa já divulgava que os resultados das análises feitas a 26 de março tinham sido todos negativos.

A legionella é a bactéria responsável pela doença do legionário, que provoca uma forma de pneumonia grave cujos sintomas incluem tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória. Também se pode manifestar através de dor abdominal e diarreia. Pode ser contraída no duche, já que a bactéria beneficia do vapor, e se usar casas de banho ou até piscinas públicas. Embora não seja contagiosa, pode ser mortal em casos graves.

Em março deste ano, o Metro de Lisboa também já tinha detetado legionella em duas torneiras de instalações sanitárias, exclusivamente utilizadas por trabalhadores.

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