Saúde

Testes rápidos à Covid-19 “ainda não estão recomendados”, diz Marta Temido

Há 44 surtos ativos em lares de idosos — 17 no Norte do país, dois no Centro, 23 em Lisboa e Vale do Tejo e dois no Alentejo. 
Ainda falta comprovar a sua eficácia.

Com os casos a aumentar, também é importante que os resultados dos testes sejam igualmente rápidos. Ainda que não se saiba ao certo a sua eficácia, o “Expresso” já tinha avançado na semana passada que o Governo estava a pensar avançar com os testes rápidos de diagnóstico à Covid-19. A possibilidade é cada vez mais real, e a Ministra da Saúde confirmou hoje que se está a pensar nessa forma de diagnóstico na conferência de imprensa habitual.

“Temos estado a trabalhar nesse tema, o que há no mercado é muito dinâmico e a questão da disponibilidade para os melhores testes em cada momento, do ponto de vista de segurança e fiabilidade”, revelou a responsável política. Estes testes, invés de pesquisarem o RNA, ou seja, o material genético do próprio vírus, procuram o antigénio, que são as proteínas específicas do vírus. Ainda assim, continuam a depender, como os outros testes, de uma zaragatoa.

Marta Temido alertou ainda para que “a utilização destes testes rápidos de antigénio ainda não estão indicados para diagnóstico de sars-cov-2” e que “até ao final da semana vai ser definida em que casos podem ser usados, porque não eliminam a possibilidade de falsos negativos”. Já são vários os países que os utilizam em vários contextos, mas é importante garantir a fiabilidade dos resultados.

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